
RIO DE JANEIRO – Os Jogos Olímpicos Rio 2016 começam na sexta-feira, 5, mas a Seleção Brasileira Feminina já entra em campo nesta quarta-feira, contra a China, às 15h (de Manaus), no Estádio Nilton Santos, no Rio de Janeiro. É mais uma caminhada na busca conquista do ouro olímpico inédito. Nas seis edições de Jogos Olímpicos com futebol feminino, o Brasil esteve em todas as competições e nunca perdeu em uma estreia: 2 a 2 com a Noruega, em 1996; 2 a 0 sobre a Suécia, em 2000; 1 a 0 sobre a Austrália, em 2004; 2 a 1 sobre a Coreia do Norte, em 2008; e 5 a 0 sobre Camarões, em 2012.
Em retrospecto olímpico, o Brasil enfrentou a China uma única vez, em Atlanta, nos EUA, em 1996. Na ocasião, as brasileiras foram derrotadas pelas chinesas por 3 a 2, na semifinal. O futebol feminino faz parte dos Jogos Olímpicos há 20 anos. Desde a segunda edição, em Sydney 2000, a competição começa antes da cerimônia de abertura.
Das 22 convocadas pelo técnico Vadão, cinco jogam em clubes chineses: Rafaelle, Fabiana, Debinha, Raquel e Darlene. As atletas dão dicas sobre como anular as adversárias.
Zagueira Rafaelle, jogadora do Changchun Club:
– Para ganhar a China, eu acho que a gente precisa pressionar a saída de bola delas e forçá-las ao erro. Com espaço, elas tocam muito bem a bola, dando um ou dois toques. Precisamos fechar a linha de passe e tomar cuidado com a subida das meias abertas e, consequentemente, do cruzamento das mesmas para a atacante central. Outro ponto importante é usar a velocidade e individualidade das nossas atacantes para quebrar o forte sistema defensivo chinês. Elas marcam muito bem, mas nosso ataque é muito mais criativo e veloz.
Debinha, atacante do Dalian Quanjian:
– Primeiro devemos pressionar a saída de bola. Nas jogadas aéreas, escanteios e faltas, jogando na China podemos notar que o forte dos chineses não são as jogadas aéreas. Com a estatura e qualidade da nossa equipe teremos vantagem sobre isso. Elas estão sempre bem compactadas, mas têm uma certa dificuldade quando o campo é maior, por isso devemos explorar as costas da zaga em velocidade. Por não ter uma zaga muito rápida, acredito que teremos grandes chances de infiltrar. Jogadas individuais e toque de bola rápido, invertendo o lado da jogada, também podem ser diferenciais para vencermos.
Lateral Fabiana, atleta do Dalian Quanjian:
– A bola parada é um ponto fundamental, porque elas não são muito boas. Também vamos que ter paciência, que algo que a comissão técnica tem cobrado de nós em todos os treinamentos.
Darlene, atacante do Changchun Club e suplente da Seleção Feminina:
– Elas têm a estatura baixa. Podemos nos aproveitar na bola parada. Não têm uma boa impulsão também. A camisa 9 do time da Debinha (Dalian Quanjian) não tem muita velocidade, mas é muito forte, temos que ter atenção na marcação. Elas são muito tranquilas, saem sempre jogando e não se apavoram, independentemente do que aconteça dentro de campo.
Atacante Raquel, do Changchun Club:
– Paciência!
Antes de Brasil e China, Suécia e África do Sul abrem o torneio feminino, às 12h (de Manaus), pelo Grupo E, o mesmo da Seleção Brasileira. Às 15h, Canadá e Austrália se enfrentam na Arena Corinthians, em São Paulo, pelo Grupo F.
Zimbábue x Alemanha será às 17h, na Arena Corinthians, pelo Grupo F. Estados Unidos e Nova Zelândia se enfrentam às 18h, no Mineirão, em Belo Horizonte, pelo Grupo G. Pelo mesmo grupo, França e Colômbia fecham a primeira rodada, às 21h, no mesmo local.
A segunda rodada é no sábado, 6, e a terceira, no dia 9 de agosto. As quartas de final serão dia 12; a semi, dia 16 e a final, dia 19, no Maracanã.
(Com assessoria da CBF)
