O Amazonas Atual utiliza cookies e tecnologias semelhantes, como explicado em nossa Política de Privacidade, para recomendar conteúdo e publicidade. Ao navegar por nosso conteúdo, o usuário aceita tais condições.
Confirmo
AMAZONAS ATUAL
Aa
  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
    • Augusto Barreto Rocha
    • Cleber Oliveira
    • Fatima Guedes
    • José Ricardo
    • Márcia Oliveira
    • Sandoval Alves Rocha
    • Sérgio Augusto Costa
    • Tiago Paiva
    • Valmir Lima
  • Quem Somos
Aa
AMAZONAS ATUAL
  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
  • Quem Somos
Pesquisar
  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
    • Augusto Barreto Rocha
    • Cleber Oliveira
    • Fatima Guedes
    • José Ricardo
    • Márcia Oliveira
    • Sandoval Alves Rocha
    • Sérgio Augusto Costa
    • Tiago Paiva
    • Valmir Lima
  • Quem Somos
Siga-nos
  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
  • Quem Somos
© 2022 Amazonas Atual
Dia a Dia

Bilionários jogam dinheiro para o espaço num mundo de pandemia

20 de julho de 2021 Dia a Dia
Compartilhar
Capsula do foguede New Shepard, da empresa Blue Origin, de Jeff Bezos (Foto: Reprodução/YouTube/Blue Origin)
Por Ana Carolina Amaral, da Folhapress

SÃO PAULO – Enquanto um vírus domina o planeta e o faz parar, os seus homens mais ricos passam a disputar quem vai mais longe para escapar da órbita terrestre.

Nos filmes, os bilionários costumam aparecer bem preparados para se abrigar do apocalipse – muitas vezes gerado por sistemas de exploração do qual se beneficiam. Hoje, a distopia ultrapassa referências do cinema e requer estudos sociológicos sobre o fenômeno, já descrito como escapismo.

“Se essa casa queimar, não importa, eles levam seus recursos para seu outro planeta, no céu, no paraíso”, disse à Folha o filósofo e sociólogo francês Bruno Latour, em referência ao negacionismo (da ciência, do clima e dos fatos) como recurso narrativo. Os mais ricos do mundo, no entanto, querem levar ao pé da letra a aposta maníaca de que seus poderes dispensam este planeta cheio de problemas.

Nove dias depois de Richard Branson, fundador da Virgin Galactics, ter se tornado o primeiro bilionário a alcançar a borda do espaço, nesta terça (20) foi a vez de Jeff Bezos, à frente da Blue Origin e também da Amazon, cujos lucros lhe renderam o título atual de homem mais rico do mundo. Logo atrás nas disputas olímpicas está Elon Musk, que fez sua fortuna com a empresa de carros elétricos Tesla e agora aposta no turismo espacial com a SpaceX, que deve decolar pela primeira vez em setembro.

A disputa dos bilionários sinaliza que suas fortunas não estão a serviço deste mundo (embora o contrário seja bastante evidente).

De turismo espacial a assentamentos humanos na Lua, as possibilidades das decolagens vingarem como negócio seguirão expandindo a lógica de que o topo da pirâmide econômica pode mesmo escapar deste mundo exaurido em busca de um lugar seguro – conceito absorvido pela lógica da elite econômica como um espaço restrito, privado, particular, pouco acessível. Ostentação no foguete, claro, afinal os aeroportos há muito tempo viraram rodoviárias.

Os 20 minutos de Branson até a borda do espaço custaram US$ 1 bilhão (R$ 5,2 bilhões). Os ingressos para embarcar em um passeio turístico pelo espaço podem custar de US$ 500 mil (R$ 2,6 milhões) até US$ 28 milhões (R$ 145 milhões), valor já arrematado em leilão.

Um mundo profundamente desigual, à beira do colapso climático e ambiental e ainda atravessando uma pandemia exige um mínimo de ponderação ética diante da liberdade de se usufruir de fortunas pessoais.

Sem qualquer propósito científico, o capricho dos bilionários deliberadamente joga dinheiro para o espaço quando aqui ele é questão de vida ou morte, máscara ou contaminação, leito ou vacina, comida ou fome, trabalho ou miséria. Como diz o bordão criado pela atriz Ilana Kaplan, que fez sucesso na internet ironizando a ostentação em tempos pandemias: “é de bom tom? Não é de bom tom”.

O constrangimento deveria ser ainda maior diante da revelação da agência jornalística americana ProPublica, no início de junho, de que os revezadores do pódio dos mais ricos do mundo têm feito manobras legais para pagar menos impostos do que o restante dos mortais.

“Em 2007, Jeff Bezos, então multibilionário e agora o homem mais rico do mundo, não pagou um centavo em impostos federais sobre a renda. Ele alcançou a façanha novamente em 2011. Em 2018, o fundador da Tesla, Elon Musk, a segunda pessoa mais rica do mundo, também não pagou imposto de renda federal”, diz a reportagem.

A fuga dos bilionários também custa recursos naturais e gera impactos ambientais severos, que precisam ser estudados com mais profundidade antes que os voos sejam difundidos e se tornem mais frequentes. Se o turismo espacial vingar, precisará ser regulamentado para que os combustíveis das naves espaciais não se tornem mais um pesadelo ambiental.

Além da geração de lixo espacial, que implica riscos para a própria continuidade das atividades espaciais, segundo artigo publicado em 2018 pela agência de pesquisa Aerospace, o impacto ambiental mais pesquisado até aqui é a destruição do ozônio estratosférico, causada pelos combustíveis propelentes, segundo artigo publicado no último ano pela revista científica Science Direct.

A ameaça à camada de ozônio estava superada pelo Protocolo de Montreal, um dos mais bem sucedidos tratados ambientais, que em 1987 determinou a eliminação de gases danosos à camada protetora contra raios ultravioleta.

De lá para cá, o mundo passou a traduzir o desafio do desenvolvimento sustentável como aquele que respeita os limites planetários, condicionadores da saúde humana e da vida como um todo.

A crise ecológica e também a pandemia nos lembram que a humanidade pertence à Terra – e não o contrário. É justamente dessa verdade básica que tentam escapar quando disputam a altura a partir da qual podem se ver livres da atmosfera terrestre. Os bilionários tentam provar o poder sobre-humano de não precisar deste planeta.

Notícias relacionadas

Lei cria premiação em dinheiro para servidores da saúde em Manaus

Justiça reduz pena de prisão de homem que ateou fogo na esposa

‘Fogo cruzado’: professor tem que ensinar e também identificar ameaça

Escola deve ser suporte para identificar violência contra crianças e adolescentes

Prefeito usa farda de gari para entregar caminhões de coleta de lixo

Assuntos colapso climático, Jeff Bezos, pandemia, viagem espacial
Murilo Rodrigues 20 de julho de 2021
Compartilhe
Facebook Twitter Pinterest Whatsapp Whatsapp LinkedIn Telegram Email Copy Link Print
Deixe um comentário

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Leia também

Dia a Dia

Pandemia no AM: Justiça nega indenização coletiva contra hospitais

19 de maio de 2026
entrerros covid-19
Dia a Dia

Pandemia reduziu expectativa de vida no AM em 5,8 anos, aponta estudo

16 de maio de 2026
manaus
Saúde

Sete anos após a pandemia de Covid-19, a política ainda se sobrepõem à ciência, dizem pesquisadores

26 de abril de 2026
oxigênio
Dia a Dia

MPF aciona Justiça para obter dados sobre tragédia do oxigênio em Manaus

17 de novembro de 2025

@ Amazonas Atual

  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
  • Quem Somos

Welcome Back!

Sign in to your account

Lost your password?