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Economia

Banco do Brasil pretende emprestar R$ 3,7 bi para micro e pequenas empresas

1 de julho de 2020 Economia
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Banco do Brasil se comprometeu a evitar saques de gestores na boca do caixa (Foto: Divulgação)
Por Larissa Garcia, da Folhapress

BRASÍLIA – O Banco do Brasil anunciou, nesta quarta-feira, 1º, que pretende emprestar R$ 3,7 bilhões às micro e pequenas empresas dentro do Pronampe (Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte).

A linha tem garantia da União e juros mais baixos que os praticados no mercado. Das 4,5 milhões de empresas elegíveis, 2,3 milhões são clientes do Banco do Brasil, diz a instituição.

A oferta de crédito começa quase quatro meses após a chegada do novo coronavírus no país. “Entramos em contato com 200 mil empresas e temos 45 mil contratos já pactuados, faltando apenas a assinatura”, contou o vice-presidente de negócios de varejo do banco, Cláudio Motta.

Segundo a instituição, hoje serão firmados os primeiros 1.500 contratos. O presidente do Banco do Brasil, Rubem Novaes, afirmou que não haverá empoçamento de recursos.

“Tem havido uma sensação de escassez que leva a alguns comentários no sentido de que estaria havendo empoçamento do crédito por parte do sistema bancário, isso não tem ocorrido”, disse.

“Há um volume enorme de nova demanda por crédito na economia, muitos setores em extrema dificuldade, especialmente micro e pequenas empresas, se dirigiram ao banco em busca de empréstimos, o que dá uma sensação de escassez”, justificou.

Em seu ponto de vista, o pior da crise econômica já passou. Ele enfatizou que o pico da pandemia passou em algumas cidades e que os números têm surpreendido a equipe econômica positivamente.

“Eu tenho uma notícia boa para dar. É que o auge da crise aconteceu em abril, a partir de abril, a economia começou a se recuperar. Foi só soltarem um pouco os freios, liberarem um pouco as atividades econômicas, que as empresas responderam e o consumidor respondeu”, comemorou Novaes.

“Acreditamos que a escalada de melhoria da economia permanecerá nos próximos meses”, completou.

A aprovação da contratação do crédito dentro do programa passa por análise do banco. Durante os quase quatro meses de pandemia no Brasil, muitas empresas fecharam as portas e não conseguiram honrar seus compromissos. Algumas ficaram inadimplentes.

Esses empreendimentos terão problemas na hora de contratar a linha emergencial. “A empresa inadimplente não passaria na análise de crédito, mas se ela tem um bom histórico de relacionamento com o Banco do Brasil, não somos inflexíveis”, explicou Motta.

O Pronampe foi aprovado pelo Congresso em abril para facilitar o acesso ao crédito de pequenos negócios que sofrem com a pandemia do novo coronavírus.

O governo disponibilizou R$ 15,9 bilhões, que serão usados como garantia dos empréstimos. Todos os bancos podem aderir ao programa.

O Banco do Brasil é gestor do FGO (Fundo Garantidor de Operações), de onde sairão as garantias do governo.

De acordo com o banco, 23 instituições apresentaram documentação para aderirem ao programa, mas apenas cinco já estão oferecendo a linha.

Empresas com faturamento de até R$ 4,8 milhões ao ano podem participar. Desse total, 80% dos financiamentos serão direcionados a companhias com faturamento de até R$ 360 mil ao ano.

O valor máximo liberado por empreendimento será de 30% da receita bruta anual registrada em 2019. Os recursos poderão ser usados em capital de giro ou uma combinação de investimento associado a capital de giro.

Empresários que aderirem terão oito meses de carência para pagar a primeira parcela. O montante deverá ser quitado nos 28 meses seguintes.

A taxa de juros corresponde à Selic (hoje em 2,25% ao ano) acrescida de 1,25% ao ano.

O programa tem duração de três meses e pode ser prorrogado por mais três. “Nesses seis meses esperamos emprestar todos os R$ 3,7 bilhões disponíveis”, disse Motta.

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Assuntos Banco do Brasil, empréstimo, Empréstimos do Banco do Brasil, micro e pequenas empresas
Valmir Lima 1 de julho de 2020
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