O Amazonas Atual utiliza cookies e tecnologias semelhantes, como explicado em nossa Política de Privacidade, para recomendar conteúdo e publicidade. Ao navegar por nosso conteúdo, o usuário aceita tais condições.
Confirmo
AMAZONAS ATUAL
Aa
  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
    • Augusto Barreto Rocha
    • Cleber Oliveira
    • Fatima Guedes
    • José Ricardo
    • Márcia Oliveira
    • Sandoval Alves Rocha
    • Sérgio Augusto Costa
    • Tiago Paiva
    • Valmir Lima
  • Quem Somos
Aa
AMAZONAS ATUAL
  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
  • Quem Somos
Pesquisar
  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
    • Augusto Barreto Rocha
    • Cleber Oliveira
    • Fatima Guedes
    • José Ricardo
    • Márcia Oliveira
    • Sandoval Alves Rocha
    • Sérgio Augusto Costa
    • Tiago Paiva
    • Valmir Lima
  • Quem Somos
Siga-nos
  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
  • Quem Somos
© 2022 Amazonas Atual
Dia a Dia

Assim como a China, Brasil já censurou dados sobre epidemia durante ditadura

13 de fevereiro de 2020 Dia a Dia
Compartilhar
Ministério da Saúde ativou um centro de operações de emergência para monitorar casos suspeitos (Foto: OPAS/Divulgação)
Autoridades esconderam informações sobre o surto de coronavírus na China (Foto: OPAS/Divulgação)
Da Folhapress

SÃO PAULO – A exemplo do que ocorreu na China, em que as autoridades esconderam informações sobre o surto de coronavírus, o Brasil também já viveu situação semelhante em relação à meningite meningocócica durante a ditadura militar.

O ano era 1971. Sob o comando do general Emílio Garrastazu Médici, o país vivia o “milagre econômico”, o auge da repressão e da tortura, além de censura nas artes, televisão e imprensa.

Na zona sul de São Paulo, eclodia a maior epidemia de meningite da história do país, mas autoridades sanitárias não podiam falar a respeito, muito menos a imprensa. A omissão levou ao avanço da doença, que em quatro anos já tinha assolado o país.

Em 2008, a jornalista Eliane Catanhêde relatou sobre a censura que sofreu à época:

“O país começou a viver uma epidemia de meningite, com crianças morrendo e todo mundo em silêncio, até que Almeida Machado (sanitarista, ministro da Saúde de Geisel) me deu uma corajosa entrevista reconhecendo a epidemia, falando sobre os riscos e alertando as pessoas sobre como agir nas circunstâncias. 

Naquela época, usávamos máquinas de escrever e telex. Pois não é que a entrevista foi censurada pela ditadura antes mesmo que o longo telex chegasse inteiro à sede da revista Veja em São Paulo? Por quê? Versão: porque não havia vacinas e seria ‘alarmar a população inutilmente’. Fato: além disso, queriam ‘proteger a imagem do governo’.

Na cabeça estúpida dos censores da ditadura, era mais importante manter as pessoas ignorantes sobre os riscos do que ensiná-las a tentar diminuí-los ao mínimo possível. E eles, os censores, às vezes eram mais realistas do que o rei.

Quando cobrei do ministro o corte da reportagem, ele ficou indignado. Telefonou a Geisel, que também ficou indignado, e me chamou de volta ao gabinete para repetir tudo de novo (…). Almeida Machado já tinha encomendado ao exterior lotes de emergência da vacina. Não eram suficientes, e ele se concentrou nos locais mais afetados (…)”, disse a jornalista.

“As autoridades consideravam a epidemia um fracasso. Logo, empanava o brilho do ‘milagre econômico’. Por isso, optaram por negá-la”, declarou o médico epidemiologista José Cássio de Moraes , em entrevista ao portal de notícias Viomundo, em 2009.

Em artigo publicado na revista do Cremesp (conselho de medicina paulista) em 2005, o epidemiologista José Cássio de Moraes  e a especialista em medicina preventiva Rita de Cássia Barradas Barata contam que a chegada do general Ernesto Geisel, em 1974, facilitou a mudança de atitude das autoridades em relação à epidemia.

Em julho daquele ano foi criada a Comissão Nacional de Controle da Meningite, encarregada de traçar a política de vigilância epidemiológica. Os casos de meningite em São Paulo começaram em maio de 1971, no bairro de Santo Amaro e áreas contíguas, que concentravam o maior número de favelas do município.

Em novembro do mesmo ano, atingiram São Miguel Paulista, na zona leste. Em junho de 1972, irromperam na zona norte, começando por Santana e Tucuruvi. A Lapa, na zona oeste, foi o próximo bairro a ser afetado, seguido pelos demais da região. A epidemia chegou ao centro de São Paulo em setembro de 1973. Em 1974, não havia uma única área da cidade sem registro de casos.

A incidência, durante o período de 1970 a 1977, variou entre 13,04 casos por 100 mil habitantes na Aclimação (centro) a 101,28 na Vila Nova Cachoeirinha (zona norte). A taxa de letalidade ficou entre 7% e 14%. Só no município de São Paulo, foram 12.330 casos e cerca de 900 óbitos em 1974.

O caso é emblemático para lembrar o quanto a saúde é dependente da política e pode sofrer impactos devastadores sob governos autoritários, que censuram informações. A situação na China, que pode perder até 2% do PIB por conta da epidemia do coronavírus, está aí para não deixar dúvidas. 

Notícias relacionadas

Lei cria premiação em dinheiro para servidores da saúde em Manaus

Justiça reduz pena de prisão de homem que ateou fogo na esposa

‘Fogo cruzado’: professor tem que ensinar e também identificar ameaça

Escola deve ser suporte para identificar violência contra crianças e adolescentes

Prefeito usa farda de gari para entregar caminhões de coleta de lixo

Assuntos censura, ditadura militar, Epidemia, Ernesto Geisel, meningite
Redação 13 de fevereiro de 2020
Compartilhe
Facebook Twitter Pinterest Whatsapp Whatsapp LinkedIn Telegram Email Copy Link Print
Deixe um comentário

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Leia também

Moradores enfileiraram corpos em praça da Penha, no Rio: resultdo de megaoperação contra o Comando Vermelho (Foto: Tomaz Silva/ABr)
Dia a Dia

‘Sistema de eliminação real das pessoas’ ocorre desde a ditadura, afirma pesquisador

12 de maio de 2026

Justiça manda Estado pagar R$ 300 mil a mulher torturada no Dops

14 de abril de 2026
Política

CCJ do Senado aprova PEC que veda punição por fala de entrevistados

9 de abril de 2026
Ministro Edson Fachin
Política

Fachin rebate comissão do Congresso dos EUA e defende decisões de Moraes

3 de abril de 2026

@ Amazonas Atual

  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
  • Quem Somos

Welcome Back!

Sign in to your account

Lost your password?