
MANAUS – O prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto (PSDB), realizou a primeira reunião com o novo secretariado depois de concluir a reforma administrativa da Prefeitura de Manaus, mas a discussão girou em torno dos velhos projetos da Prefeitura de Manaus. Na área da infraestrutura, de acordo com relato da própria Secretaria Municipal de Comunicação, foi discutida a “continuidade de implantação do BRS (Bus Rapid Sistem) em outros cinco corredores da cidade” e a “finalização do Plano de Mobilidade Urbana e da implantação do BRT (Bus Rapid Transit). Esses projetos se arrastam desde o primeiro ano da administração de Arthur.
Segundo a Semcom, entre as deliberações dos secretários com o prefeito, ficou decidido, que o município vai descentralizar a elaboração de projetos de engenharia a cargo da Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf). “Vamos disponibilizar uma equipe técnica para atender as demandas específicas das secretarias municipais de Educação (Semed) e Saúde (Semsa) para diminuir a sobrecarga na Seminf e dar mais agilidade nos projetos de outras pastas”, informou o prefeito.
Outras demandas apresentadas durante a reunião foram o reforço da iluminação pública nos cemitérios cuidados pela prefeitura, reforma dos terminais de ônibus e novas etapas do processo de realocação dos camelôs das ruas do Centro para as galerias populares.
Ladainha anti-Dilma
Após a reunião, em entrevista aos jornalistas, o prefeito repetiu a ladainha de sempre, reclamou da escassez de recursos e criticou o governo da presidente Dilma Rousseff. Arthur mostrou-se preocupado com atrasos nos repasses de recursos do SUS (Sistema Único de Saúde) que, segundo ele, podem prejudicar as obras de novas unidades de saúde no município.
“Uma das preocupações aqui apresentadas foi o atraso no repasse do SUS, fundamental para darmos continuidade na construção de novas Unidades Básicas de Saúde na capital”, disse Arthur. Ainda segundo o prefeito, as obras de ampliação da rede municipal de saúde não serão interrompidas, mas ele cobrará providencias quanto aos atrasos no repasse. “Quero saber se isso acontece em outras cidades de outros estados para alinharmos as nossas cobranças ao cenário nacional. Se isso for conformado, fica claro o retrocesso do desenvolvimento do Brasil”, disparou.
Entre os principais procedimentos que estão sendo adotados pelo Executivo Municipal para o enfrentamento da escassez de recursos está o corte no custeio da máquina pública. Cada secretário agora tem a missão de reduzir seus gastos e otimizar seus recursos. “Não tem como se perceber queda de arrecadação sem diminuir, pelo menos, de maneira correspondente os gastos de custeio”, defendeu o prefeito.
Arthur disse enxergar um horizonte ‘cinzento’ no crescimento econômico do país. “A crise levou o Brasil a mergulhar em uma profunda recessão e o que prevejo são dois anos de crescimento medíocre e uma inflação que, para não chegar à casa dos dois dígitos (10%), vai exigir uma dose ‘cavalar’ de aumento de juros, que por sua vez enfraquece a movimentação econômica do país”, avaliou.
Mesmo com as medidas de ajuste no orçamento, o prefeito afirmou que os principais projetos do Município serão mantidos, sobretudo em infraestrutura, saúde e educação.
(Com informações da Semcom)
