
Da Redação
MANAUS – Com 3.635 casos, média de 400 por dia, e 287 mortes, o Amazonas pediu socorro ao Ministério da Saúde para atender pacientes contaminados pelo coronavírus no estado. A solicitação, feita pela secretária de Saúde Simone Papaiz, inclui o uso do HUGV (Hospital Universitário Getúlio Vargas) e instalação de um hospital de campanha em Manaus.
O HUGV é administrado pela Ebserh (Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares), vinculada ao Ministério da Saúde. A finalidade é usar leitos do bhospital para internação de pacientes.
Simone Papaiz argumenta que a ajuda do governo federal será fundamental para que o Governo do Amazonas consiga atender um maior número de pacientes. “Se a gente conseguir colocar o hospital de combate em plena atividade, vamos conseguir desafogar os SPA’s (Serviço de Pronto-Atendimento) UPA’s (Unidades de Pronto-Atendimento), por isso o atendimento dessas demandas é de grande importância”, disse.
Para o hospital de campanha, a Susam pede infraestrutura completa; insumos e medicamentos; e recursos humanos. Ela diz vez que o governo do estado tem encontrado dificuldades para contratar profissionais especialistas que possam atuar em unidades de média e alta complexidade.
Quanto à abertura de leitos, o governo estadual solicitou a habilitação de mais 184 UTIs (Unidade de Terapia Intensiva) para o tratamento de pacientes positivos ou com suspeita de Covid-19 nos hospitais Delphina Aziz, 28 de Agosto, hospital de campanha, e Hospital e Maternidade Chapot Prevost.
Papaiz diz que a Susam já aumentou a oferta de leitos com o aluguel do Hospital Nilton Lins, aquisição de equipamentos, contratação de técnicos de enfermagem e convocação de médicos aprovados no concurso do Corpo de Bombeiros.

Médicos
A Susam também voltou a solicitar auxílio para a contratação de médicos, enfermeiros e fisioterapeutas para atuar nas UTI’s. O Estado apresentou a demanda de 60 médicos intensivistas e 20 médicos intensivistas coordenadores; cem enfermeiros intensivistas e 20 enfermeiros intensivistas; e 80 fisioterapeutas.
Entre os equipamentos solicitados, estão 200 monitores multiparâmentros, 200 ventiladores pulmonares, 200 leitos tipo UTI, carros de emergência, desfibriladores, aspiradores portáteis e bombas de infusão.
Pedidos anteriores
O governo do estado já havia enviado seis documentos ao Ministério da Saúde e à vice-presidência da República desde o dia 7 de abril, segundo Simone Papaiz. Neles, a Susam solicitou especialmente prioridade no recebimento de respiradores, tanto em doação, quanto em aquisição própria.
O governo estadual aguarda a chegada de 350 respiradores de duas compras realizadas, uma no Brasil, que depende da liberação do ministério, que fez o confisco dos equipamentos nas fábricas, e outra feita na China.
No início de abril o governo federal enviou 75 respiradores, 42 próprios para uso em UTI e 33 de menor potência para baixa e média complexidade. Também chegaram 26 respiradores de uma compra feita pelo governo do estado.
HUGV
Em nota, o HUGV informa que já está atuando no enfrentamento da Covid-19 desde segunda-feira, 20. “A pedido do Gestor Local do SUS, o hospital reformulou seu perfil de retaguarda 4 (que atende procedimentos não relacionados à Covid-19 para liberar leitos em outras unidades da rede estadual e no HPS Delphina Aziz, referência em Covid-19 no Amazonas) para retaguarda 1 (que recebe pacientes com Covid-19 de outros hospitais via regulação). Com isso, esforços e equipe foram dirigidos para a atuação no combate à pandemia”, diz a direção do hospital.
“Destinamos 38 leitos de enfermaria e 10 leitos de UTI para o combate à doença, mantendo outros oito leitos de UTI reservados para os pacientes dos demais procedimentos que continuam sendo realizados no hospital”, informa.
“Cabe ressaltar que o HUGV recebe todos esses pacientes encaminhados pela Susam via sistema de regulação do estado, não sendo um hospital de portas abertas. Quando temos leitos disponíveis, informamos à secretaria de saúde via regulação hospitalar, que nos envia os pacientes de outras unidades”, conclui o HUGV.
