
Da Redação
SÃO PAULO – O presidente da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), Davi Alcolumbre, marcou para quarta-feira (1°) a sabatina do ex-ministro da Justiça André Mendonça, indicado à vaga do STF (Supremo Tribunal Federal) aberta com a aposentadoria do ministro Marco Aurelio Mello.
A análise do nome de Mendonça ocorre mais de quatro meses depois de o presidente Jair Bolsonaro apontar o nome do ex-advogado-geral da União para a cadeira na corte.
Alcolumbre vinha segurando a sabatina por resistir à indicação. Nos cálculos de governistas, Mendonça será aprovado na CCJ. O cenário no plenário do Senado, porém, está nebuloso e a perspectiva é de votação apertada.
Relatora
Com atuação destacada durante a CPI da Covid, a senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA) anunciou neste sábado (27) que foi escolhida para a relatoria da indicação de André Mendonça.
Em vídeo publicado no Instagram, a parlamentar afirmou que o convite, feito por Davi Alcolumbre, “é um prestígio à bancada feminina do Senado e também aos evangélicos, e demonstra, claramente, o seu respeito pela diversidade religiosa no Brasil”.
Eliziane, que também é evangélica, já elogiou Mendonça e era parte do grupo no Senado que vinha cobrando Alcolumbre para marcar a sabatina. Líderes religiosos dentro e fora do Congresso lideraram a pressão contra o presidente da CCJ.
A senadora já se manifestou a favor da aprovação do nome do ex-ministro. “Ele tem um bom currículo jurídico e aporta qualidade ao Supremo. A sua condição de estar no péssimo governo Bolsonaro não lhe retira a capacidade técnica. Confio que no supremo sua ética e formação prevalecerão no nível mais alto”, afirmou a senadora ao UOL em julho, logo após a confirmação da indicação.
