
Do ATUAL
MANAUS – Representantes de órgãos públicos da Prefeitura de Manaus, União e Governo do Amazonas abordaram bolsonaristas acampados em frente ao CMA (Comando Militar da Amazônia), na manhã desta quarta-feira (16), para negociar a retirada.
A negociação ocorre menos de 24 horas após decisão da juíza federal Jaiza Fraxe, que determinou a adoção de medidas para cessar a ocupação, na zona oeste de Manaus, e encerrar o ato antidemocrático. Os manifestantes pedem intervenção militar.
Vídeos compartilhados nas redes sociais mostram manifestantes inconformados e criticando a ação de servidores da Sejusc-AM (Secretaria de Estado de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania) e conselheiros tutelares. Matéria do ATUAL mostrou crianças dormindo no chão no acampamento bolsonarista.
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Nas imagens, também é possível ver negociadores conversando com os manifestantes. Agentes de trânsito do IMMU (Instituto Municipal de Mobilidade Urbana) retiraram veículos estacionados em trechos proibidos da Avenida Coronel Teixeira – a estrada da Ponta Negra.

Na decisão desta terça-feira (15), Jaixa Fraxe atendeu representação do MPF (Ministério Público Federal), pois identificou irregularidades que violam a lei sobre o direito à livre manifestação. Entre os excessos, segundo a juíza, há a suspeita de uso irregular de energia elétrica pelos manifestantes. Jaiza Fraxe havia estipulado o prazo de 12 horas para cumprimento da ordem judicial.
Nas redes sociais, manifestantes alegaram que a energia é fornecida por gerador movido a diesel.
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Eleitores do presidente Jair Bolsonaro (PL) estão acampados em frente ao CMA desde o último dia 31 de outubro, em protesto contra a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno das eleições 2022, dia 30 de outubro. Eles pedem uma intervenção militar.
