
MANAUS – Pressionado pelo crescente número de internações nos últimos dias, o sistema de saúde de Manaus não chegou ao limite porque tanto a rede pública quanto a rede privada vêm aumentando o número de leitos, e é alto também o número de mortes, o que ajuda a liberar leitos de UTI.
Há, também, os pacientes recuperados que deixam os hospitais e liberam leitos, mas os boletins diários de Covid-19 da FVS-AM (Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas) não trazem dados sobre o número de altas medidas diárias.
Nos últimos sete dias, 1.294 pessoas foram internadas em Manaus. Esse número representa 61,7% dos 2.095 leitos disponíveis nas redes pública e privada da capital.
Se não houvesse uma rotatividade de pacientes, ou seja, se não entrassem e saíssem pacientes na mesma proporção, o sistema já estaria estrangulado há alguns dias. Houve também, nos últimos cinco dias, a criação de 276 novos leitos, sendo 102 de UTI.
O boletim diário de Covid-19 de sábado, dia 9, mostra que 237 pacientes morreram em Manaus nos últimos sete dias. Como se sabe, grande parte desses pacientes está internada em leitos de UTI em estado avançado da doença.
No dia 6 deste mês, o sistema de saúde de Manaus tinha 29 leitos de UTI para Covid-19 livres, sendo 18 na rede pública e 11 na rede privada. Leitos clínicos livres, nesse mesmo dia, eram 33, sendo 25 na rede privada e apenas oito na rede pública infantil. Os leitos adultos estavam todos ocupados. Havia ainda três leitos livres nas salas vermelhas.
O sistema de saúde de Manaus tinha, no dia 6, 494 leitos de UTI, 1.260 leitos clínicos e 65 leitos em salas vermelhas.
No dia 7, o número de leitos de UTI já era maior: 537. A rede privada abriu mais 37 leitos e a rede pública, 6. O número de leitos clínicos também foi ampliado, passando de 1.260 para 1.267. Os novos leitos foram todos na rede privada. Os leitos em sala vermelha passaram de 65 para 125.
Os leitos livres, no dia 7, ficam assim: 49 de UTI, 46 clínicos e 33 em salas vermelhas.
No dia 8, a rede em Manaus ganha mais leitos. Foram abertos mais 20 leitos de UTI (9 na rede privada e 11 na rede pública), 65 leitos clínicos (61 na rede privada e 4 na rede pública).
Os leitos livres, no dia 8, ficaram assim: 56 de UTI, 80 clínicos e 39 em salas vermelhas. Neste dia, foram registradas 41 mortes por Covid-19 na capital.
O último boletim da FVS-AM, divulgado no dia 9, mostra que houve a criação de 39 novos leitos de UTI (12 na rede privada e 27 na rede pública) e 43 leitos clínicos (todos na rede pública).
A semana foi encerrada com 56 leitos livres de UTI (20 na rede privada e 36 na rede pública) 80 leitos clínicos livres (43 na rede privada e 37 na rede pública) e 39 vagas em salas vermelhas (11 na rede privada e 28 na rede pública).
Diferente da primeira onda da Covid-19 em Manaus, quando o número de mortos assustou o mundo, agora a rede de atendimento consegue acomodar muito mais pacientes.
O problema da doença é que não há tratamento eficaz. Depende mais da resposta do organismo do que do atendimento hospitalar. Por isso, o mais importante é se proteger para evitar a contaminação.

