O Amazonas Atual utiliza cookies e tecnologias semelhantes, como explicado em nossa Política de Privacidade, para recomendar conteúdo e publicidade. Ao navegar por nosso conteúdo, o usuário aceita tais condições.
Confirmo
AMAZONAS ATUAL
Aa
  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
    • Augusto Barreto Rocha
    • Cleber Oliveira
    • Fatima Guedes
    • José Ricardo
    • Márcia Oliveira
    • Sandoval Alves Rocha
    • Sérgio Augusto Costa
    • Tiago Paiva
    • Valmir Lima
  • Quem Somos
Aa
AMAZONAS ATUAL
  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
  • Quem Somos
Pesquisar
  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
    • Augusto Barreto Rocha
    • Cleber Oliveira
    • Fatima Guedes
    • José Ricardo
    • Márcia Oliveira
    • Sandoval Alves Rocha
    • Sérgio Augusto Costa
    • Tiago Paiva
    • Valmir Lima
  • Quem Somos
Siga-nos
  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
  • Quem Somos
© 2022 Amazonas Atual
Sandoval Alves Rocha

Abastecimento mínimo gratuito para as populações mais vulneráveis

17 de julho de 2020 Sandoval Alves Rocha
Compartilhar


O direito humano à água e ao saneamento foi reconhecido pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 28 de julho de 2010. Sendo resultado de um acirrado conflito, este direito consolida a postura segundo a qual as sociedades devem garantir estes serviços para todas as pessoas, independente da sua classe social, gênero ou raça, abrindo para a humanidade um horizonte de solidariedade diante das múltiplas adversidades naturais, econômicas e sociais.

Por outro lado, tal determinação rejeita as posturas individualistas que defendem concepções corporativistas, a partir da qual os indivíduos ou grupos devem se empenhar em garantir os seus interesses, competindo entre si e ignorando as necessidades básicas dos outros. O reconhecimento do direito à água e ao saneamento, portanto, busca atenuar a tese que concebe o homem como lobo do homem, idealizada pelo filósofo inglês Thomas Hobbes (1588 – 1679).

Ao garantir que todos os seres humanos tenham acesso à água e ao saneamento, a ONU procura defender o direito à vida, pois o homem não é capaz de viver sem água por mais de três dias. Além disso, o saneamento ambiental é um serviço fundamental que impacta diretamente na qualidade de vida das pessoas e comunidades, definindo a longevidade e a capacidade de desenvolvimento do ser humano.

Em pleno cenário do mundo capitalista, a ONU abre uma brecha na economia da competição para a fraternidade, lembrando o valor incomensurável da vida humana e da nossa responsabilidade pelo cuidado dos outros. Trata-se de lembrar que vivemos numa casa comum, onde as intervenções em qualquer lugar do mundo impactam a vida nas outras partes do planeta. Tudo está interligado, numa relação de interdependência, que exige a superação de concepções fragmentadas, reducionistas e utilitaristas.

A implantação do direito humano à água e ao saneamento é fundamental nas sociedades capitalistas, onde as empresas privadas buscam controlar os recursos hídricos, definindo quem tem acesso à água potável de acordo com a classe social do consumidor. Para evitar esta situação e visando garantir a dignidade humana é viável implantar um volume mínimo de água para os que não têm capacidade de pagamento.

Em sociedades desiguais como o Brasil, é necessário assegurar o fornecimento gratuito de água (incluindo-se o respectivo esgotamento sanitário) para domicílios residenciais de famílias de alta vulnerabilidade socioeconômica. Aqui, tem-se como referência o fornecimento livre de cobrança de 4,5 a 6 m³ de água por mês para cada domicílio. Este valor é indicado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que recomenda 50 litros por habitante por dia e considerando-se 3 a 4 pessoas por domicílio. Acima desse volume, deveria se aplicar a tarifa social, contemplando as populações pobres incluídas no CadÚnico.

A entrega dos serviços de água e esgoto às empresas privadas inviabiliza a implantação deste mínimo gratuito para as populações mais vulneráveis, pois tais empresas dificilmente renunciariam aos seus lucros em favor dos mais pobres. O novo marco regulatório do saneamento básico, portanto, atua na contramão do direito à água e ao saneamento, abandonando as populações mais vulneráveis que não têm capacidade de pagamento e dando mais um passo para trás no processo civilizador da humanidade.


Sandoval Alves Rocha é doutor em Ciências Sociais pela PUC-RIO. Participa da coordenação do Fórum das Águas do Amazonas e associado ao Observatório Nacional dos Direitos a Água e ao Saneamento (ONDAS). É membro da Companhia de Jesus/Jesuítas e professor da Universidade Católica de Pernambuco (UNICAP).

Os artigos publicados neste espaço são de responsabilidade do autor e nem sempre refletem a linha editorial do AMAZONAS ATUAL.

Notícias relacionadas

Cordiais com os grandes e hostis com os pequenos

BR-319, a investida predatória continua

Conflitos hídricos em tempos de mudanças climáticas

Proprietários da Águas de Manaus realizam operações suspeitas

A guerra e a abolição da humanidade

Assuntos acesso à água, privatização da água, Sandoval Alves Rocha
Cleber Oliveira 17 de julho de 2020
Compartilhe
Facebook Twitter Pinterest Whatsapp Whatsapp LinkedIn Telegram Email Copy Link Print
Deixe um comentário

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Leia também

Sandoval Alves Rocha

Conflitos hídricos em tempos de mudanças climáticas

24 de abril de 2026
Sandoval Alves Rocha

Fórum das Águas volta a criticar privatização da natureza

5 de janeiro de 2026
Sandoval Alves Rocha

Fórum das Águas avalia COP30 e expõe falhas da privatização da água

23 de dezembro de 2025
Sandoval Alves Rocha

Repúdio a privatização da água e esgoto em Manaus

25 de julho de 2025

@ Amazonas Atual

  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
  • Quem Somos

Welcome Back!

Sign in to your account

Lost your password?