
Do ATUAL
MANAUS – A Prefeitura de Manaus liberou nesta sexta-feira (2) a passarela sobre trecho da Avenida Torquato Tapajós, na zona norte de Manaus. A estrutura foi destruída em julho de 2024 por uma pá-mecânica que era transportada por uma carreta. Sobre a carreta, a escavadeira ultrapassou a altura máxima do limite da passarela.
A liberação da passarela elimina semáforos e faixas de pedestres que foram instalados nos dois sentidos da via. “Caminham por cima dessa passarela todos os dias de 3.500 a 4.500 pessoas”, disse o prefeito Renato Júnior.

A nova passarela foi entregue com um metro a mais do que a antiga estrutura. Também haverá elevadores. O espaço será adaptado para receber os equipamentos.
“Antes não tinha elevadores, eram escadas. Agora tem três elevadores. Antes tinha 4,50m, 4,60m. Agora são 5,50m de altura, ou seja, está 1 metro mais alto, o seu pedido foi atendido: 1 metro mais alto de vão”, disse o prefeito.

Segundo Renato Júnior, agentes de trânsitos vão orientar pessoas com deficiência e cadeirantes a atravessarem a rua.
A passarela tem também cobertura metálica isotérmica, que mesmo com o calor, não esquenta.

O prefeito prometeu ainda recuperar a praça do Conjunto Santos Dumont e construir uma base climatizada para os mototaxistas da região. “Essa passarela também vai ter uma praça que nós vamos revitalizar. Essa praça estava depondo contra a nossa Manaus, então nós vamos refazer essa praça com bancos, com paisagismo.

Briga judicial
O prefeito informou que a empresa Rauber Colheitas, proprietária do caminhão que derrubou parte da passarela, não pagou o prejuízo. “Quando é uma empresa privada que derruba ou danifica algum equipamento público, nós entramos na Justiça. E aí ficou uma briga: a retroescavadeira tinha uma apólice de seguro e o caminhão tinha outra. E aí ficaram num imbróglio jurídico entre eles para saber quem ia pagar a Prefeitura de Manaus. A PGM acionou na Justiça e até agora esse valor ainda não foi pago à Prefeitura de Manaus”, disse.

“Fato é que nós assumimos, com recursos da Prefeitura de Manaus — ou seja, do povo de Manaus —, para fazer essa passarela que já era um anseio que realmente fosse feito antes. Se nós fôssemos esperar o imbróglio judicial terminar, nunca acabaria e nunca terminaria. O dia que vier, a prefeitura vai ser ressarcida do valor que está sendo investido nesta passarela”, disse Renato Jr.
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