

Do ATUAL
MANAUS — Candidato ao Governo do Amazonas, o senador Omar Aziz (PSD) prometeu nesta terça-feira (11) retomar as obras da Cidade Universitária da UEA (Universidade do Estado do Amazonas), em Iranduba (a 27 quilômetros de Manaus). Idealizado durante a gestão de Omar como governador, o projeto teve custo inicialmente estimado em R$ 300 milhões, recebeu cerca de R$ 100 milhões em investimentos públicos e acabou abandonado. Atualmente, as estruturas construídas no local estão em ruínas.
Em entrevista à TV Norte, Omar afirmou que, caso seja eleito, pretende transformar o complexo em um polo de formação voltado à inteligência artificial e às novas tecnologias. Segundo ele, a proposta é fazer da estrutura uma referência universitária na Região Norte.
A Cidade Universitária começou a ser implantada em 2012, durante o governo de Omar. O projeto previa a concentração de unidades da UEA em uma área de aproximadamente 13 mil hectares, no município de Iranduba.
Na época, o empreendimento foi orçado inicialmente em aproximadamente R$ 300 milhões. Omar deixou o Governo do Amazonas em abril de 2014, quando renunciou ao cargo para disputar uma vaga no Senado. As obras não foram concluídas e acabaram paralisadas nas gestões seguintes.
Cerca de R$ 100 milhões já haviam sido aplicados pelo Estado quando o empreendimento foi interrompido. Com o passar dos anos e a deterioração das estruturas, o custo projetado para finalizar o complexo aumentou significativamente.
Em 2018, uma estimativa apontava que seriam necessários cerca de R$ 700 milhões para concluir a Cidade Universitária — mais que o dobro do orçamento inicialmente previsto para o empreendimento. Desde então, as estruturas inacabadas permaneceram expostas à ação do tempo.
Os investimentos feitos no projeto se tornaram alvo de críticas de adversários políticos de Omar, principalmente pelo volume de recursos públicos aplicado em uma obra que não entrou em funcionamento.
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Inteligência artificial
Ao anunciar a intenção de retomar o empreendimento, Omar afirmou que considera financeiramente possível concluir a estrutura e alegou ter deixado recursos disponíveis para a continuidade das obras quando saiu do governo. Segundo ele, o projeto acabou abandonado pelas administrações posteriores.
O candidato também apresentou uma nova finalidade para o complexo. A proposta é concentrar na Cidade Universitária cursos e atividades relacionados à inteligência artificial e a outras áreas tecnológicas.
“Hoje a inteligência artificial é uma realidade. A China agora acaba de anunciar a extinção de cursos tradicionais no ensino superior e a criação de novos, mais voltados para economia de inteligência artificial e engenharia de inteligência artificial”, afirmou Omar.
O senador disse que pretende transformar a estrutura em referência regional na área. “Vamos tornar a Cidade Universitária a maior universidade do Norte em inteligência artificial. A Amazônia é uma coisa que se vende bem, então você tem condições de trazer para cá grandes empresas mundiais da área de informática para contribuir para o desenvolvimento sustentável, para a inteligência artificial, porque isso é que é o futuro”, disse.
De acordo com Omar, a proposta integra o Plano Estratégico de Desenvolvimento apresentado pelo candidato, que prevê o uso da inteligência artificial na qualificação profissional, na diversificação da economia e na modernização dos serviços públicos.
Zona Franca e empregos
Na entrevista, Omar também relacionou a formação profissional à atração de novos investimentos para a Zona Franca de Manaus. O candidato citou a atuação dele e do senador Eduardo Braga (MDB) durante a tramitação da Reforma Tributária e afirmou que a manutenção das vantagens competitivas do modelo permitirá a instalação de novas indústrias no Amazonas.
Segundo Omar, uma eventual expansão do setor industrial exigirá maior qualificação dos trabalhadores, principalmente diante das transformações provocadas pelas novas tecnologias.
“Vamos dobrar o número de trabalhadores com essas novas indústrias que vão se instalar. A reforma tributária está garantida. Agora temos que qualificar os nossos jovens”, afirmou.
