

Do ATUAL
MANAUS — O candidato ao Governo do Amazonas Omar Aziz (PSD) propõe ampliar a presença de cruzeiros no estado como parte de uma estratégia para fortalecer o turismo e diversificar a economia amazonense. O segmento está entre cinco áreas consideradas prioritárias no plano do candidato, ao lado dos turismos cultural, de eventos, de natureza e da pesca esportiva.
No caso dos cruzeiros, a proposta busca ampliar a inserção do Amazonas nas rotas nacionais e internacionais. O plano prevê investimentos em infraestrutura e promoção dos destinos turísticos, além de medidas para melhorar a conectividade e facilitar a chegada de visitantes ao estado.
O segmento já movimenta a economia amazonense. Na temporada 2025/2026, 6.459 turistas estrangeiros desembarcaram no Amazonas em viagens de cruzeiro. Segundo a Amazonastur, a atividade gerou R$ 1,38 milhão em receita direta e R$ 6,93 milhões de forma indireta, alcançando movimentação estimada em R$ 8,31 milhões. Para a temporada 2026/2027, nove navios já estavam confirmados em abril deste ano.
Além dos cruzeiros, o plano de Omar estabelece outros quatro segmentos prioritários para o turismo no Amazonas.
No turismo de natureza, a proposta engloba ecoturismo, turismo de base comunitária, observação de aves, hotéis de selva e outras experiências associadas à floresta e aos rios. A estratégia prevê capacitação das comunidades e fortalecimento de atividades de baixo impacto ambiental.
O turismo cultural é direcionado à valorização das tradições amazonenses, do patrimônio histórico, do artesanato e da gastronomia, além de experiências relacionadas às comunidades tradicionais e aos povos indígenas. Entre as ideias apresentadas pelo candidato está a implantação de um zoológico com aquário dedicado às espécies de peixes da Amazônia, acompanhado de restaurantes e lojas de produtos regionais.
“Meu sonho é fazer um zoológico, com um aquário, com todos os peixes da Amazônia, sendo gerenciado pelo Exército brasileiro, com restaurantes, e com lojas de produtos da Amazônia”, afirmou Omar.
O candidato também cita iniciativas desenvolvidas no interior como exemplo de geração de renda associada aos conhecimentos tradicionais.
“Em Benjamin Constant, estão produzindo biojoias e vendendo para o mundo. Os nossos povos originários, os indígenas, eles têm uma capacidade de fazer uma coisa repetidamente perfeita”, disse.
Outro segmento previsto é o turismo de eventos, com a intenção de atrair congressos, feiras, encontros empresariais e outras atividades para movimentar hotéis, restaurantes, transportes e serviços. O segmento já aparece entre as atividades procuradas pelos visitantes do Amazonas e também integra as estratégias do atual Plano Estadual de Turismo.
A quinta área é a pesca esportiva, atividade já consolidada principalmente em municípios do interior. Na temporada 2024/2025, mais de 35 mil turistas visitaram o Amazonas motivados pela pesca esportiva, com receita estimada em R$ 229 milhões, segundo dados divulgados pela Amazonastur.
Interiorização
As propostas para os cinco segmentos fazem parte de uma estratégia mais ampla de interiorização do turismo. O plano prevê a criação de núcleos municipais, capacitação de comunidades, formalização de empreendimentos e destinação de recursos do FTI (Fundo de Fomento ao Turismo, Infraestrutura, Serviços e Interiorização do Desenvolvimento do Amazonas).
Também são previstas intervenções em portos e aeroportos considerados estratégicos para o turismo, recuperação de rodovias, ampliação da malha aérea e captação de voos nacionais e internacionais.
Omar também propõe criar uma companhia aérea regional para atender municípios amazonenses. O candidato tem relacionado a medida aos preços das passagens aéreas para o interior.
“A nossa intenção é criar uma companhia aérea regional, do nosso estado. Com isso poderemos ter a facilidade, aproveitando os aeroportos dos municípios que já existem e os outros sete que iremos fazer”, afirmou.
A estratégia é apresentada pelo candidato como uma forma de ampliar a participação do turismo na economia e distribuir a geração de emprego e renda entre Manaus e os municípios do interior.
