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Dia a Dia

MPAM recorre para manter presa suspeita de envolvimento em morte de policial

26 de julho de 2026 Dia a Dia
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Meirilany Silva da Silva está em prisão domiciliar (Foto: Divulgação/Redes sociais)
Do ATUAL

MANAUS – O MPAM (Ministério Público do Amazonas) recorreu ao TJAM (Tribunal de Justiça do Amazonas) para revogar a prisão domiciliar concedida a Meirilany Silva da Silva, de 21 anos, presa durante a operação que terminou com a morte do investigador da PC-AM (Polícia Civil do Amazonas) Luciano Carvalho de Sena, na sexta-feira (24). O órgão pede que a investigada volte a cumprir prisão preventiva, alegando que a gravidade do caso e os indícios de participação em organização criminosa justificam a medida.

O recurso foi apresentado após a audiência de custódia realizada neste sábado (25), quando a Justiça analisou a situação de três investigados apresentados após a operação: Meirilany Silva da Silva é irmã de Mayara Silva da Silva, também presa. Outro detido é Raimundo dos Santos Castro. A prisão em flagrante de Mayara e Raimundo foi convertida em preventiva.

No caso de Meirilany, a prisão foi substituída por domiciliar devido à gravidez da investigada. A decisão determinou ainda o uso de monitoramento eletrônico por 90 dias, proibição de contato com os demais investigados e recolhimento domiciliar no período noturno.

Na ação cautelar protocolada no TJAM, o MPAM pede o retorno imediato de Meirilany ao sistema prisional. Segundo o órgão, o caso é excepcional e não se enquadra na regra geral de substituição da prisão preventiva por domiciliar por razões pessoais.

O MPAM afirma que Meirilany “não é uma traficante eventual ou de varejo” e argumenta que a prisão domiciliar, mesmo acompanhada por tornozeleira eletrônica, seria insuficiente para garantir a ordem pública diante da estrutura criminosa investigada.

Durante a operação, foram apreendidos 829 tabletes de maconha, com peso total de 862,6 quilos, além de 10 tabletes de cocaína, que somaram 11,2 quilos. Também foram encontradas máquina de contar cédulas, seladora a vácuo, colete balístico, munições de calibre restrito e outros materiais relacionados à atividade criminosa, segundo o MPAM.

A ação realizada pelo Denarc (Departamento de Investigação sobre Narcóticos) terminou com cinco pessoas presas, segundo a Polícia Civil. Entre elas estava o cabo da PMAM (Polícia Militar do Amazonas) Bruno Everson Pinto dos Santos, autuado em flagrante por porte ilegal de arma de fogo e adulteração de sinal identificador de veículo automotor. Ele também teve a prisão mantida.

Investigação sobre tráfico

A operação ocorreu na tarde de sexta-feira (24) durante uma investigação do Denarc sobre a entrega de drogas entre veículos nos bairros Alvorada e Ponta Negra, em Manaus. Segundo a Polícia Civil, equipes abordaram ocupantes de uma picape Volkswagen Amarok e de um Chevrolet Onix, quando houve reação armada por parte dos suspeitos.

Durante o confronto, o investigador Luciano Carvalho de Sena, de 44 anos, foi atingido por disparos no pescoço e no braço. Ele ainda foi socorrido, mas morreu no SPA Alvorada.

Suspeito de matar investigador morreu

Na madrugada de sábado (25), em desdobramento da operação, equipes do Denarc e da Core (Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais) localizaram Rafael Pereira Freitas, apontado pela investigação como principal suspeito de participação na morte do investigador. Segundo a Polícia Civil, ele reagiu à abordagem efetuando disparos contra os agentes, houve troca de tiros e ele morreu no local.

Leia mais:

Policial civil morre em troca de tiros com suspeitos de tráfico em Manaus

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Assuntos Denarc, MPAM, policial civil, TJAM, tráfico de drogas
Feifiane Ramos 26 de julho de 2026
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