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Política

PF liga trio com mala de dinheiro ao deputado Adail Filho e ao pai dele

31 de dezembro de 2025 Política
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Adail Filho e Adail Pinheiro
Deputado federal Adail Filho, do Republicanos, e o pai dele, o prefeito Adail Pinheiro (Foto: Divulgação)
Do ATUAL

MANAUS – Reportagem do UOL publicada nesta quarta-feira (31) revela que a Polícia Federal ligou três empresários presos em maio deste ano com R$ 1,2 milhão em malas de dinheiro vivo com o deputado federal Adail Pinheiro (Republicanos-AM) e com o pai dele, o prefeito de Coari, Adail Pinheiro (Republicanos).

O caso tramitava na Justiça do Distrito Federal, que o remeteu ao STF (Supremo Tribunal Federal) por envolver um deputado federal. O processo no STF ainda aguarda definição de relator.

De acordo com o UOL, que teve acesso a trechos do inquérito da PF, o deputado, o prefeito e os três empresários são suspeitos de lavagem de dinheiro por participação em esquema envolvendo recursos públicos de emendas parlamentares.

Entenda o caso

Os empresários amazonenses Cesar de Jesus Gloria Albuquerque, Erick Pinto Saraiva e Vagner Santos Moitinho foram presos na noite do dia 20 de maio no Aeroporto Internacional de Brasília com R$ 1,2 milhão em espécie em uma mala.

Os três haviam embarcado em Manaus com destino a Goiânia–GO no voo 3747 da Latam quando foram abordados por agentes da Polícia Federal durante uma fiscalização de rotina.

A mala com o dinheiro chamou atenção no Raio-x por ser em grande quantia. Ao ser aberta, foram encontradas centenas de cédulas de R$ 200.

Segundo a PF, os empresários apresentaram versões contraditórias sobre a origem dos valores e não conseguiram comprovar, com documentos, a legalidade do montante transportado.

Eles alegaram que o dinheiro era fruto de contratos firmados com diferentes prefeituras do Amazonas e que fariam pagamentos e compras em Goiás. No entanto, a investigação inicial apontou diversas inconsistências.

A PF informou que os três são sócios de uma empresa e que já estavam com passagens de volta compradas para esta quarta-feira (21), o que reforçou as suspeitas de lavagem de dinheiro.

No inquérito da PF, os três foram indiciados por lavagem de dinheiro, mas negam a acusação.

Adail Filho

O deputado Adail Filho informou à PF que não tem ligação com os empresários, e que apenas ofereceu o gabinete em Brasília e motorista a Vagner Moitinho por solicitação do filho dele, vereador em Presidente Figueiredo (AM), prática que diz adotar com outros aliados.

O parlamentar tentou barrar o envio do inquérito ao STF. O ministro Alexandre de Moraes, sorteado para analisar o caso, citou decisão da Justiça do DF, que apontou indícios de envolvimento de parlamentar federal, o que justifica o foro privilegiado.

De acordo com o inquérito, há registros de recursos federais destinados a Coari e indícios de desvios de dinheiro de contratos públicos e de emendas parlamentares.

As investigações identificaram contrato da Prefeitura de Coari com a empresa Comercial CJ Comércio de Produtos Alimentícios Ltda, com sede no município de Presidente Figueiredo e que tem como sócio Cesar de Jesus Gloria Albuquerque.

Decisão da 2ª Turma Criminal do TJ-DF menciona elementos obtidos via quebra de sigilo telemático e cita indícios de atuação do deputado Adail Filho e do prefeito Adail Pinheiro em fraudes.

Eles negam envolvimento no caso. Segundo a reportagem do UOL, Adail Filho disse não receber pagamentos dos empresários, e afirmou ter apenas duas empresas registradas em seu nome. Ele rejeita qualquer vínculo comercial com os empresários investigados.

O advogado Fabrício Parente, que defende o empresário Vagner Moitinho e o prefeito Adail Pinheiro, disse que não houve crime no transporte do dinheiro apreendido, e que não há relação do deputado e do prefeito com a apreensão.

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Assuntos Adail Filho, Adail Pinheiro, Amazonas, manchete, Polícia Federal, Prefeitura de Coari, STF
Valmir Lima 31 de dezembro de 2025
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