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Economia

Gleisi defende política monetária que não se curve a chantagens

17 de dezembro de 2024 Economia
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Gleisi Hoffmann classificou reajuste de "mentira eleitoreira" (Foto: Ricardo Stuckert/Agência PT)
Gleisi Hoffmann classificou de “sequestro” carta do Copom (Foto: Ricardo Stuckert/PR)
Por Cícero Cotrim, do Estadão Conteúdo

SÃO PAULO – A presidente do PT, deputada federal Gleisi Hoffmann (PR), chamou a ata do Copom (Comitê de Política Monetária) de “carta de sequestro da política econômica do governo”. No X (antigo Twitter), a parlamentar afirmou que o mercado financeiro quer impor esse “sequestro”, exigindo cortes de gastos e medidas contracionistas por meio do Banco Central autônomo.

“Quem não tem credibilidade nenhuma são as tais expectativas dos agentes consultados pelo BC, que erraram todas as suas previsões catastrofistas sem perder a arrogância jamais. Definitivamente, o Brasil precisa de uma nova política monetária, com novos instrumentos de avaliação do cenário econômico, mais realistas e eficazes, que não se curvem às chantagens e ao oportunismo financista”, afirmou a deputada.

O Copom informou na ata que tanto a decisão de elevar a taxa Selic em 1 ponto porcentual, de 11,25% para 12,25%, quanto o forward guidance de mais duas altas da mesma magnitude nas próximas reuniões foram tomadas por unanimidade. Isto é: com a anuência dos quatro diretores indicados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para o comitê, incluindo Gabriel Galípolo, que será presidente do BC a partir do ano que vem.

As críticas de Gleisi ecoam comentários recentes do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No domingo, o chefe do Executivo afirmou, em entrevista ao Fantástico, que a única coisa errada no País é a taxa de juros, acima de 12%.

“A irresponsabilidade é de quem aumenta a taxa de juros e não do governo federal, mas vamos cuidar disso”, disse o presidente.

No X, Gleisi afirmou que o BC está “desancorado” da realidade – em um trocadilho com as expectativas de inflação acima da meta – e afirmou que a ata do Copom foi um “tapa na cara da população e dos setores produtivos da economia”.

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Assuntos banco central, Copom, Gleisi Hoffmann, política monetária
Cleber Oliveira 17 de dezembro de 2024
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