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TCU identifica 11.941 obras com recursos federais paralisadas no país

5 de dezembro de 2024 Dia a Dia
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obra parada
Obra de reforma de escola paralisada: maioria dos casos é na educação e na saúde (Foto: Paulo Ferraz/Divulgação)
Do ATUAL, com Agência TCU

MANAUS – De janeiro a novembro deste não, 11.941 obras financiadas com recursos federais estavam paralisadas – 52% dos contratos vigentes. A proporção é de um empreendido paralisado a cada dois contratados com dinheiro público, identificou o TCU (Tribunal de Contas da União).

Conforme o TCU, a expressiva quantidade de projetos interrompidos representa desperdício de recursos públicos e compromete diretamente a eficácia das políticas públicas e a capacidade de atendimento às necessidades essenciais da população.

A maior quantidade de obras paralisadas é na educação e saúde, com 8.674 empreendimentos – 72,6% do total. São milhares de unidades básicas de saúde, unidades de pronto atendimento, estruturas de atenção especializada, escolas, creches, quadras esportivas e outras infraestruturas que não foram concluídas conforme o planejado. A ausência dessas instalações impacta diretamente a população, prejudicando o acesso a serviços essenciais e comprometendo a qualidade de vida em diversas comunidades, afirma o TCU.

Entre os estados, o Maranhão lidera com 1.232 empreendimentos nessas condições, ou 62% das contratações com recursos federais. A Bahia ocupa a segunda posição, com 972, representando 57% do total de contratos no estado e, na terceira posição, está o Pará, com 938, equivalendo a 77% dos contratos.

Além de liderarem esse ranking desde 2022, esses estados têm mais obras interrompidas do que em execução. Também registram alta demanda por vagas em creches.

Gráfico sobre obras paradas

O TCU considera a situação alarmante, mas registra casos positivos. Entre eles, foram identificadas 1.169 obras que estavam estagnadas em 2023 e foram reiniciadas em 2024, além de 5.463 que foram concluídas desde o último levantamento.

Também foi constatado que a Caixa Econômica registrou 4.106 paralisações de obras (46,5%) financiadas pelo banco. Em 2024, esse número caiu para 2.743 obras, ou 38,9% da carteira.

Apesar desses progressos, o cenário geral se agravou em relação aos ciclos anteriores. O TCU cita o Pacto Nacional pela Reyomada de Obras da Educação e Saúde, que contribui para identificar os serviços inacabados.

Para o ministro-relator Vital do Rêgo, a iniciativa faz com que “o TCU fomente o controle social, estimule o engajamento dos gestores na busca de soluções e assegure que o cidadão tenha ciência de como eles estão sendo aplicados”.

O TCU recomendou aos Ministérios das Cidades, da Educação, da Saúde e da Integração e do Desenvolvimento Regional e à Fundação Nacional de Saúde que avaliem a oportunidade de adotar as plataformas Transferegov.br e Obrasgov.br para realização da gestão de seus contratos de obras.

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Assuntos destaque, dinheiro público, obras paralisadas, Obras públicas, TCU
Cleber Oliveira 5 de dezembro de 2024
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