
MANAUS – Nada que o presidente Jair Bolsonaro fala pode ser levado a sério. Nesta terça-feira, 12, falando a apoiadores que gravam vídeos para alimentar suas redes sociais, o presidente da República blefou sobre a grave situação gerada pela Covid-19 em Manaus.
Um dia depois de o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, visitar Manaus para lançar o Plano Estratégico de Enfrentamento à Covid-19 no Amazonas, o presidente se apresenta como o “salvador da pátria” e joga para a plateia informações inverídicas sobre o que ele chamou de “caos” em Manaus.
Bolsonaro afirma que a cidade “estava um caos” e o problema foi gerado pela falta de oxigênio nos hospitais e porque as autoridades de saúde não “faziam o tratamento precoce” de pacientes com Covid-19.
“Aumentou assustadoramente o número de mortes. E mortes, pessoal, por asfixia porque não tinha oxigênio. O governo estadual e municipal deixou acabar oxigênio. É morrendo asfixiado. Imagine você morrendo afogado. Fomos para lá e ele interferiu. Estão falando já que interferiu. Então vai deixar o pessoal morrer?”, afirmou.
Primeiro, que o ministro não interferiu em nada, a passagem dele por Manaus foi considerada frustrante até por aliados do governo e da prefeitura de Manaus.
Segundo, que a situação não “estava um caos”, ainda está. Nada mudou com a vinda do ministro. Vem de uma onda crescente desde meados de dezembro e ainda não chegou ao pico.
Terceiro, o aumento do número de casos, internações e mortes por Covid-19 em Manaus não foi gerado pela falta de distribuição de remédios, mas pelo relaxamento das medidas de distanciamento social, das quais Bolsonaro insiste em desdenhar e fazer chacota. As aglomerações do Natal e Ano Novo, que para ele não causam qualquer alteração no quadro da pandemia, estão mostrando os resultados agora, em Manaus.
Quarto, houve escassez de oxigênio no Amazonas em função da alta demanda pelo produto, e o governo foi obrigado a comprar de fora do Estado. As Forças Armadas contribuíram com o transporte para que o produto chegasse à capital amazonense e a alguns municípios do interior do Estado. Mas não houve uma explosão no número de mortes por falta de oxigênio, como sugeriu o presidente da República.
Quinto, Bolsonaro não mente quando diz que aumentou assustadoramente o número de mortes na capital, mas o Ministério da Saúde não foi pego de surpresa. O ministro sabia do agravamento da situação há pelo menos duas semanas e foi convidado a vir a Manaus para ver de perto.
Por fim, o que o ministro de Bolsonaro fez de mais concreto foi despejar uma carrada de medicamentos sem comprovação de eficiência no combate à Covid-19 para ser distribuído à população nas unidades básicas de saúde de Manaus.
A tal “medicação precoce”, defendida pelo ministro e pelo presidente, já gerou uma corrida às drogarias de Manaus e também às unidades de saúde.
O ministro chegou a dizer que os médicos devem receitar e entregar os medicamentos aos pacientes mesmo antes de comprovado se a infecção é por Covid-19. Depois, se os testes derem negativo, suspende-se a medicação. Na opinião do ministro, esses remédios “não matam ninguém”.
Ou o ministro não apresentou ao presidente a real situação de Manaus ou Bolsonaro só quis mais uma vez afrontar quem está se esforçando para fazer o que ele não faz.


Bolsonerus Infectus o Jim Jones do Brasil, tocando a lira enquanto arde tudo.
Aqui se faz e aqui se paga…
Ressalto que não sou seguidor de qualquer ideologia política: Tive Covid-19 entre Setembro e Outubro /2020, tomei precocemente alguns medicamentos(Ivermectina e outros), assim como vários familiares e conhecidos que também e nenhum destes apresentou sintomas graves. E olhe que fui atendido por um médico infectologista e este me receitou somente exames de diagnóstico se eu sentisse alguns sintomas(falta de ar e Dor nas costas), e que deveria tomar medicamentos somente se o marcador sanguíneo Dímero-D estivesse fora do normal, ou seja, utilizar remédios após o Agravamento do quadro. É melhor prevenir antes do que se remediar depois de grave, e os críticos deveriam apontar alternativas ao invés de somente Criticar.