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Dia a Dia

A partir de venda de menina para russos, PF deflagra operação Black Dolphin

25 de novembro de 2020 Dia a Dia
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Policiais apreenderam computadores com material de pornografia infantil em Manaus (Foto: ATUAL)
Policiais apreenderam computadores com material de pornografia infantil (Foto: ATUAL)
Da Folhapress

SÃO PAULO – Uma força-tarefa da Polícia Federal e da Polícia Civil de São Paulo deflagrou na manhã desta quarta, 25, a Operação Black Dolphin, com 219 mandados de busca e apreensão em investigação de envolvidos com tráfico e exploração sexual de crianças e adolescentes.

Mais de 1.100 agentes estão envolvidos na operação que faz buscas em 85 cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul. Há ainda dois mandados de prisão, um em São José do Rio Preto, interior de São Paulo, e em uma cidade gaúcha.

A investigação teve início em 2018, quando a Polícia Civil de São Paulo prendeu um homem que pretendia vender a sobrinha para criminosos russos. Ele planejava levar a menina à Disney e alegar que ela teria desaparecido no parque.

A partir desse caso a polícia iniciou investigação de uma organização criminosa, que atua na deep web, e produz, vende e compartilha imagens de abuso sexual infantil. Os agentes fizeram infiltrações em mais de 20 comunidades da deep web e encontraram mais de 10.000 contas de e-mails atuando nas ações criminosas.

Em 2019, a polícia localizou o usuário que consideram ser o provável chefe da organização criminosa. Nas conversas interceptadas, ele dizia que estavam “protegidos pelo anonimato” e que as “leis brasileiras são ridículas”. O criminoso disse ainda que não havia prisão no Brasil para segurá-los.

O usuário dizia ainda que só poderiam ser detidos na “Black Dolphin”, prisão russa na fronteira com o Cazaquistão. Neste ano, o homem que usava esse usuário na internet foi identificado pela polícia. O local onde ele mora não foi informado, apenas que ele tem residência no Brasil.

O Ministério da Justiça mantem o Laboratório de Inteligência e Operações Cibernéticas para coletar dados na deep web que podem ajudar a identificar autores, armazenadores e consumidores de conteúdo pornográfico infantil. Segundo os responsáveis, uma das maiores dificuldades é a ausência de um perfil entre os criminosos.

Quem é pego armazenando conteúdo pode responder pelo crime em liberdade e a pena vai de um a quatro anos. A condenação fica mais dura para quem compartilha: além de inafiançável, a pessoa pode pegar de três a seis anos de prisão. Se o criminoso comercializa o conteúdo, o tempo de reclusão sobe para quatro a oito anos.

Identificar o predador, ou seja, quem produz esse tipo de conteúdo, é uma das partes fundamentais do trabalho, porque encontrá-lo significa localizar e resgatar crianças e adolescentes em situações de exploração sexual.

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Aleam aprova ampliação da bandeira e flexibilização da regularização fundiária

Assuntos destaque, exploração sexual infantil, pedofilia
Cleber Oliveira 25 de novembro de 2020
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2 Comments
  • CST command disse:
    7 de janeiro de 2021 às 14:53

    Ativistas de direitos humanos russos consideram informações falsas sobre o destino de cidadãos russos neste crime. Muito provavelmente, esta notícia falsa faz parte de uma provocação planejada para lutar contra a Rússia contra a propagação da pornografia infantil. A Polícia Federal brasileira sequestra propositadamente especialistas russos na luta contra a pornografia infantil no Brasil e dissemina informações falsas conscientemente (o botão do tradutor está no topo): http://cstcommand.com/index.php/countries/yuzhnaya-amerika/braziliya/item/1106-braziliya-prodolzhaet-razzhigat-rusofobiyu-voskreshaya-fejk-o-russkikh-pedofilakh

    Responder
    • Nat disse:
      15 de janeiro de 2025 às 14:15

      COMO SE VOCÊS RUSSOS FOSSEM OS SANTOS E VITIMAS NESSA HISTÓRIA TODA, A POLICIA FEDERAL NÃO SEQUESTROU NENHUM ESPECIALISTA RUSSO.

      Responder

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