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Economia

Previdência vai definir ritmo da economia em 2019, dizem especialistas

14 de dezembro de 2018 Economia
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(Foto: Tânia Rego/ABr/Agência Brasil)
Protesto de aposentados no Rio: resistência à reforma da Previdência proposta pelo governo (Foto: Tânia Rêgo/ABr/Agência Brasil)

Do Estadão Conteúdo

BRASÍLIA– A necessidade de aprovar a reforma da Previdência para controlar os gastos públicos é um dos pontos determinantes sobre o rumo da economia no ano que vem,na visão de economistas do Instituto Brasileiro de Economia, da FGV. Eles avaliaram que mudar a regra de aposentadoria será um dos maiores desafios do governo Bolsonaro.

“Nos primeiros trimestres de 2019, quando vai haver a batalha legislativa para a aprovação da reforma, poderemos ver se, mesmo com sucesso de reformas, a economia vai para níveis de crescimento mais altos”, comentou o economista-chefe do Banco Safra, Carlos Kawall.

O economista e outros analistas participaram nesta quinta-feira, 13, do seminário ‘Perspectivas 2019: Os Desafios para o Planalto’. O evento foi promovido pelo Grupo Estado e o Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre-FGV).

O cenário das contas públicas do Brasil para o ano que vem inspira cuidados, avalia Silvia Matos, do Ibre. “O País não tem solvência garantida. É preciso resolver as reformas para entrar em um ciclo sustentado”.

Sem a garantia de uma reforma, o banco Safra deverá revisar para baixo sua estimativa para o crescimento do País em 2019. “Atualmente estimamos uma alta de 3%, mas estamos em processo de revisão. Provavelmente a estimativa ficará no patamar entre 2,5% e 3%”.

Para o colunista do jornal ‘O Estado de S. Paulo’ Celo Ming, ainda que a economia preocupe, a situação é melhor hoje do que nas décadas de 70, 80 e 90. “Nessa época, a gente acordava e não sabia que banco iria quebrar. A situação atual é mais tranquila. Temos duas locomotivas: o agronegócio e o petróleo. Basta não atrapalhar”. Já a lentidão do mercado de trabalho e a pouca pressão inflacionária podem abrir espaço para um corte da taxa básica de juros, declarou Kawall, ainda que não seja o cenário que o banco usará como base.

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Assuntos Aposentadoria, INSS, reforma previdenciária
Cleber Oliveira 14 de dezembro de 2018
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