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Divididos em três grupos, trabalhadores paralisam 140 escolas no Amazonas

20 de março de 2018 @ zmanchete
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Em São Sebastião do Uatumã, professores se vestiram, de preto para protestar nas ruas do município (Foto Divulgação)
Em São Sebastião do Uatumã, professores se vestiram, de preto para protestar nas ruas do município (Foto Divulgação)

Por Henderson Martins, da Redação

MANAUS – Com uma pauta única de reinvindicação, trabalhadores da educação no Amazonas estão divididos nas negociações com a Seduc (Secretaria de Estado da Educação). São três grupos de servidores, dois envolvendo professores e um que reúne técnicos administrativos, merendeiros, vigias e serviços gerais. Todos pressionam o governo do Estado por reajuste salarial, plano de cargos e salários e auxílios como alimentação. Desde essa segunda-feira, 117 escolas em Manaus e 23 no interior estão com as aulas suspensas.

O Vamseg (grupo que reúne vigias, técnicos administrativos, serviços gerais, merendeiras, assistentes de biblioteca, bibliotecários e nutricionistas) negociam separadamente dos sindicatos dos professores. A tendência é a categoria aderir à greve de parte dos docentes programada para esta quinta-feira, 22.

A merendeira e representante do grupo, Eliane Guedes, disse uma assembleia está agendada para sexta-feira, 23, na qual será definida a adesão ou não à paralisação. “O nosso movimento foi formado primeiro por merendeiros que estavam insatisfeitos com a forma que vêm sendo tratados pela administração pública. Agora, já temos quase dois mil colegas acompanhando o movimento de reinvindicações”, disse.

O movimento Vamseg cobra reajuste salarial de 30% mais 5% de ganho real, defasado há quatro anos, segundo Eliane Guedes, e revisão de plano de cargos e carreiras que tem como salário base R$ 452. “Estamos também pedindo que continue o plano de saúde, o vale alimentação. O que nós queremos é valorização e respeito. Até hoje, só se fala em professores, mas os profissionais da educação também são as merendeiras, vigias, bibliotecário e os demais do setor administrativo”, disse Eliane.

A sindicalista disse que o anúncio de melhorias na vale alimentação pelo governo contempla todos os trabalhadores e o movimento deverá esperar as negociações feitas pelo Sinteam (Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Amazonas) para aderir à greve ou não. “Até esta quarta-feira, 21, se o governador não negociar o restante das faltas com os professores, os profissionais da educação deverão aderir à greve. E nós, do movimento Vamseg, estaremos acompanhando os colegas nos nossos contra turnos”, disse Eliane.

Grupos divergentes

A greve de professores é coordenada pela (Associação Movimentos de Luta dos Professores de Manaus). O Sinteam (Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Amazonas), que negocia com a Seduc, é contra a paralisação.

Em nota, o Sinteam informou que negociou a ampliação do vale alimentação para todos os trabalhadores. Antes, o pessoal do Vamseg não estava contemplado. Conforme o Sinteam, os merendeiros, auxiliares de serviços gerais, assistentes administrativos, gestores e demais funcionários receberão R$ 420 no contracheque. O valor anterior era de R$ 220.

“A princípio, o governo havia aceitado reajustar o tíquete alimentação somente para profissionais que estivessem em sala de aula. Diante da pressão da categoria e do sindicato, o governo voltou atrás e anunciou o aumento para todos os servidores da Seduc”, comunicou o sindicato.

Já a Asprom cobra aumento salarial de 35%.  Seduc ofereceu 8,17%, que foi recusado. A associação programou deflagração de greve para esta quinta-feira, mas 140 escolas no Estado, sendo 117 em Manaus, estão sem aula desde essa segunda. Nesta terça, 20, grupos de professores protestaram em vários pontos da cidade.

A Seduc considerou a paralisação ilegal e informou que recorrerá à Justiça para garantir a regularidade do ano letivo.

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Assuntos Governo do Amazonas, greve de professores, Seduc-AM, Sinteam
Cleber Oliveira 20 de março de 2018
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