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Dia a Dia.

OAB aguarda notificação oficial sobre indiciamento de presos por massacre

1 de setembro de 2017 Dia a Dia.
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Presidente da OAB-AM, Marco Aurélio Choy, lamentou que OAB não tenha sido comunicada sobre inquérito (Foto: Divulgação/OAB)

Da Redação

MANAUS – O presidente da OAB-A (Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Amazonas), Marco Aurélio Choy, lamentou não ter sido comunicado sobre a divulgação do inquérito da Polícia Civil do Amazonas na manhã desta sexta-feira, 1º, no qual indicia 210 presos pelo massacre de 56 detentos no Compaj (Complexo Penitenciário Anísio Jobim) em janeiro deste ano. “Lamento que a Ordem, como uma instituição que acompanhou o processo da rebelião no Compaj, não foi convidada para estar presente no momento da explanação da conclusão deste inquérito”, disse Choy, que aguarda notificação oficial.

A chacina ocorrida em janeiro deste ano, se configurou como a maior chacina entre presidiários, ocorrida no Amazonas. Após perícias nos locais das execuções e análises das câmeras do circuito interno da unidade prisional, 210 detentos, foram indiciados pelo massacre. O inquérito produzido tem mais de 2,6 mil páginas, entre oitivas, imagens, áudios, laudos de necropsia e DNA feito nos corpos, iniciado no 9 de janeiro de 2017.

A OAB apresentou à justiça uma série de ações públicas contra o Estado, afim de pedir punição pela ausência de ações emergenciais no sistema penitenciário, além de cobrar informações sobre o controle de detentos do Compaj e exigir um plano de controle da unidade prisional.

O Presidente do Conselho Estadual de Direitos Humanos e membro da Comissão Nacional de Direitos Humanos da Conselho Federal da OAB, Glen Wildes, afirma que ainda não teve acesso ao documento, mas que de antemão, aguarda uma punição a todos os envolvidos. “Oito meses depois do ocorrido, esperamos que os gestores e autoridades que tinham conhecimento da grave situação dentro do presídio também possam ser punidos. É muito justo indiciar os que cometeram os assassinatos, porém estas autoridades também devem ser responsabilizadas pela negligência e omissão cometida”, destacou.

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Assuntos Amazonas, Compaj, FDN, Marco Aurélio Choy, OAB-AM, PCC
Cleber Oliveira 1 de setembro de 2017
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1 Comment
  • Manauara disse:
    2 de setembro de 2017 às 10:07

    Quem não aparece não é lembrado. Diz o ditado. Como sempre o comodismo prevalece nestes órgãos. Que aprendem a lição. Tem que estar presente no começo, no meio e no fim do processo. A ausência é um fator comum praticado em Manaus.

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