Industriais dizem que reforma trabalhista vai gerar mais empregos

Para empresários da indústria, flexibilidade na lei trabalhista pode gerar mais empregos (Foto: Suframa/Divulgação)

Do Estadão Conteúdo

SÃO PAULO – Pesquisa da CNI (Confederação Nacional da Indústria) indica que 70% dos industriais acreditam que a reforma trabalhista poderá ter como consequência a criação de novos postos de trabalho. Mas apenas uma parcela minoritária de 19% diz ter certeza dessa consequência. O restante diz que o benefício é ‘provável’. Apesar da campanha do empresariado pela reforma, só 26% dos entrevistados disseram “conhecer bem” a nova legislação e a maioria de 56% diz que só “conhece mais ou menos”.

Levantamento inédito da CNI mapeou o impacto da reforma trabalhista na vida das indústrias brasileiras. O estudo feito entre os dias 2 e 17 de outubro com 3.056 empresas de todos os portes confirmou que a reforma foi recebida com entusiasmo no mundo industrial.

Para a maioria dos entrevistados, o emprego será a principal consequência positiva. Dos entrevistados, 19% dizem ter ‘certeza’ que o mercado de trabalho será ampliado, enquanto 51% responderam ser ‘provável’. Entre os vários segmentos ouvidos pela pesquisa, a indústria da construção demonstra maior otimismo: 30% têm certeza que contratarão mais empregados e 48% que provavelmente serão abertos novos postos.

Outros desdobramentos citados por empresários de todos os ramos industriais são a maior segurança jurídica – 28% dizem ter certeza e 45% afirmam ser provável – e o aumento do investimento no futuro – 15% responderam com certeza e 47%, provavelmente.

Quando solicitados a apontar para benefícios objetivos da Lei, 62% citaram a maior força das negociações coletivas e 50% mencionaram a permissão para terceirizar qualquer atividade. Um dos temas mais polêmicos da reforma, o contrato de jornada intermitente, foi lembrado por apenas 15%.

Apesar da expectativa positiva, poucos industriais dizem ter conhecimento pleno da nova legislação. Entre os consultados, 56% disseram “conhecer mais ou menos” e 11% disseram “conhecer de ouvir falar”. A parcela que responde “conhecer bem” a reforma é relevante, mas minoritária: 26%.

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