Em uma sociedade doente, a ética é mais importante do que a religião

SÃO PAULO – Eu sei que posso ser atacada por causa desse título mas como em todas as outras vezes em que escrevi dessa vez também conto com a coragem pois para escrever o óbvio já temos pessoas muito eficientes enquanto eu preciso escrever sobre o que acredito que vai preencher as lacunas da dúvida e em muitos casos da dor de não saber mais o que pensar.

Muito embora a motivação que leva uma pessoa seguir uma religião seja boa e pertinente, o que leva uma pessoa tornar-se fanática religiosa é completamente o oposto disso. O que acontece na verdade é uma série de lavagem cerebral que faz com que a pessoa deturpe todo o sentido de uma religião que ele mesmo houvera escolhido.

Quando arrisco em dizer que a ética é mais importante que a religião, digo porque enquanto testemunho pessoas odiando e não amando, evitando e não ajudando, ignorando e não escutando entendo que a religião nesse caso cegou completamente a pessoa que dizia guardar o amor de um Deus de amor.

É preferível que você seja uma pessoa ética, boa, cautelosa a ter que se tornar alguém viciado em apontar os erros de uma outra pessoa esquecendo de si mesmo e de todos os detalhes que fazem com que seu “eu” esteja em cima de um pedestal invisível e injusto.

Parafraseando alguém que entendia bem sobre o que estou escrevendo, “Espero e desejo que um dia a educação formal preste atenção ao que eu chamo de educação do coração. A religião não é mais suficiente. Precisamos de uma ética global que possa aceitar tanto os crentes quanto os não crentes, incluindo os ateus”. Assim seja, ou não e mesmo assim não deixarei de escrever.

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