Com maioria, oposição deve barrar decreto que concede abono a secretários

Governo recrutou apoio na oposição e plenário da ALE aprovou orçamento para 2018 de R$ 15 bilhões (Foto: ALE/Divulgação)

Governo perdeu apoio na ALE e pode sofrer derrota em caso de abono salarial para secretários (Foto: ALE/Divulgação)

Por Henderson Martins, da Redação

MANAUS – Baixas na base aliada deixaram o governador Amazonino Mendes (PSD) vulnerável na ALE (Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas). Com maioria no plenário, a oposição está decidida a anular o decreto do governador que concedeu abono salarial de R$ 14 mil aos secretários do Estado. O decreto foi publicado na terça-feira, 10, no DOE (Diário Oficial do Estado).

Os deputados José Ricardo (PT) e Platiny Soares (PSB) apresentaram o Projeto de Decreto Legislativo (PDL) n° 01/2018 para suspender o Decreto n° 38.853, de 9 de abril de 2018, assinado por Amazonino. O PDL será votado na próxima quarta-feira, 18.

A debandada na base governista ocorre em função da composição de alianças para as eleições de outubro. Na manhã desta quinta-feira, 12, o deputado Carlos Alberto (PRB) anunciou a saída do grupo do governo. Carlos Alberto é líder do PRB na ALE seguirá o partido na aliança com o PSD, do senador Omar Aziz, e o PSDB, do prefeito de Manaus Arthur Neto, para a disputa do Governo do Amazonas.

Com a baixa, a base governista ficou composta por oito deputados: Dermilson Chagas (PP), Vicente Lopes, Adjuto Afonso (PDT), Wanderley Dallas, Belarmino Lins (PP), Dr. Gomes (PSD) Mário Bastos (PSD) e Orlando Cidade (PV).

Existe a possiblidade de a deputada Alessandra Campêlo (PMDB) compor a base governista caso seja confirmado a aliança entre Amazonino e o senador Eduardo Braga.

Quem ainda não se decidiu é o deputado Augusto Ferraz (DEM). Ele é do partido do deputado federal Pauderney Avelino (DEM), que havia rompido com Amazonino e estaria mais próximo de Omar Aziz.

A oposição tem dez parlamentares: David Almeida (PSB), Abdala Fraxe (Podemos), Sabá Reis (PR), Platiny Soares (PSB), Cabo Maciel (PR), José Ricardo, Luiz Castro (Rede), Serafim Corrêa (PSB), Sinésio Campos (PT) e Francisco Souza (Podemos).

Há também o grupo dos ‘alternativos’ formado por Josué Neto (PSD), Ricardo Nicolau (PSD) e Sidney Leite (PSD). Josué Neto era aliado do ex-governador José Melo, que está preso, e aparece frequentemente em eventos públicos do prefeito Arthur Neto e de Amazonino. Ricardo Nicolau e Sidney Leite ainda não declararam posicionamento sobre alianças para a eleição de outubro, mas estão no partido de Omar.

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