Alckmin diz que mesmo saindo do governo, PSDB apoiará PEC da Previdência

Geraldo Alckmin vai se encontrar com Michel Temer neste final de semana, mas disse que não falará de política  (Foto: Marcos Corrêa/PR)

Do Estadão Conteúdo

BRASÍLIA – O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), afirmou, em entrevista à RedeTV nesta sexta-feira, 1º, no fim da noite, que a PEC da Previdência é um tema sobre o qual “nenhum partido” vai conseguir chegar a uma unanimidade. Disse também que integrar o governo não interfere na adesão ou não dos tucanos na reforma do governo Temer e que, mesmo que desembarque do governo, o PSDB “não vai virar oposição, de jeito nenhum”. “Para votar medidas que entendemos que é de interesse do povo brasileiro, nós não precisamos ter ministério para isso. Vamos apoiar da mesma forma”, afirmou Alckmin, que encontra-se nesta manhã com o presidente Michel Temer em Limeira. “[Mas] não vamos conversar sobre política”, disse o tucano.

Alckmin criticou o governo Temer por ainda não ter feito algumas reformas, entre elas a previdenciária. “O governo errou no ‘timing’. Quando votaram o teto [dos gastos públicos, uma emenda à Constituição], deveriam ter feito duas reformas, a política, porque nosso modelo político está totalmente falido, e a previdenciária”, disse o governador.

O tucano argumentou que não fala pelo partido, porque a eleição do novo presidente do PSDB será na convenção do partido no dia 9 de dezembro. Mas disse ser a favor de um regime único de previdência para trabalhadores da iniciativa privada e servidores públicos. “[Mas] achar que vai ter unanimidade [sobre a votação da reforma], não vai. Mas vamos fazer a nossa parte, porque [a reforma] é importante para o País”, disse.

Alckmin afirmou que, se fosse ele, “faria a reforma já” e disse que é preciso fazer “tudo o que puder” para votar a PEC da Previdência ainda neste ano. “No ano que vem, é muito mais difícil”, disse. O governador argumentou que, no primeiro ano do próximo governo, é preciso “votar tudo que é importante”, mencionando: reforma política, reforma tributária, reforma da Previdência que, “se passar agora, ótimo”. “Mas são reformas necessárias para o Brasil voltar a crescer. Não dá para continuar com 13 milhões de desempregados. Quando tivemos aumento do emprego nos últimos meses, foi economia informal”, disse Alckmin.

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