Agropecuária cresce no Amazonas e dez municípios lideram em produção

Ministério mobiliza produtores e órgãos de controle sanitário para imunizar rebanho até 2020 em todo o País (Foto: Fazenda Sant'Anna/Divulgação)

Gado domina a atividade pecuária no Amazonas, segundo censo do IBGE (Foto: Fazenda Sant’Anna/Divulgação)

Da Redação

MANAUS – A agropecuária cresceu 21% no Amazonas em 11 anos, segundo o Censo Agropecuário de 2017 divulgado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O número de estabelecimentos agropecuários no Estado passou de 66.784 em 2006 para 80.914 em 2017. Desde de 1975, a menor quantidade ocorreu em 2006 (66.784) e a maior em 1985 (116.302 estabelecimentos). A partir da década de 1980, com a diminuição da população rural, o número entrou num processo de declínio, recuperando-se somente agora em 2017.

O Censo Agro de 2017 considerou como estabelecimento agropecuário toda unidade de produção ou exploração dedicada, total ou parcialmente, a atividades agropecuárias, florestais e aquícolas, tendo como objetivo a produção, seja para venda (comercialização da produção) ou para subsistência (sustento do produtor ou de sua família). Assim, entre os municípios amazonenses, São Gabriel da Cachoeira, com 3.904 estabelecimentos, liderou o número de unidades, superando inclusive aqueles que possuem maior população. Juntamente com Boca do Acre, Parintins, Manicoré e Autazes formam o grupo que lidera os estabelecimentos.

Variável – Número de estabelecimentos agropecuários (Unidades)
  Município  
  São Gabriel da Cachoeira (AM) 3.904
  Boca do Acre (AM) 3.373
  Parintins (AM) 2.742
  Manicoré (AM) 2.650
  Autazes (AM) 2.583
  Lábrea (AM) 2.460
  Itacoatiara (AM) 2.442
  Manacapuru (AM) 2.357
  Careiro (AM) 2.288
  Coari (AM) 2.173

Sobre a área do estabelecimento, o produtor informou a extensão de terras próprias, de terras arrendadas, de terras em parceria e de terras ocupadas, isto é, pelas quais nada pagará por seu uso. Com isso, a área dos estabelecimentos no Amazonas passou de 3.688.753 em 2006 para 4.042.318 hectares, um aumento de 10% em relação ao Censo anterior.

Entre os dez municípios que concentram as maiores áreas agropecuárias no Estado, seis estão localizados no sul do Amazonas: Lábrea, Apuí, Boca do Acre, Carauari e Manicoré são os cinco principais em áreas de estabelecimento agropecuário, indicando que a concentração de grandes áreas agrícolas está nestes municípios.

Quanto a utilização das terras, 65% das áreas dos estabelecimentos ainda são ocupadas por matas naturais (2.529.517 hectares). As áreas utilizadas por pastagens plantadas são 20% (795.593 hectares), ocupando a segunda posição. A terceira maior utilização dada à terra são as pastagens naturais com 9% (346.836 hectares). Lavoura temporária e lavoura permanente com 3,1% e 2,7% respectivamente, ocupam a terceira e quarta posição. As matas naturais sempre foram as maiores áreas das unidades agrícolas do estado. Mas, as pastagens plantadas passaram a ser superiores às pastagens naturais só a partir do Censo Agro 2006.

As críticas qualitativa e quantitativa dos dados ainda não foram concluídas, razão pela qual os resultados ora apresentados são preliminares, estando, portanto, sujeitos a alterações posteriores. Nas lavouras permanentes, somente foi pesquisada a área colhida dos produtos com mais de 50 pés na data de referência.

Entre os municípios amazonenses com maiores áreas de pastagens plantadas, destaque para Lábrea, Boca do Acre, Apuí, Manicoré, Canutama e Novo Aripuanã.

Mão de obra

O número de pessoas ocupadas nas atividades agropecuárias em todo o Estado foi de 329.932 pessoas. Os números de 2017 são bem superiores aos do último Agro de 2006, o aumento foi de 23,7% (63.265 pessoas). Em 1985 foi o ano em que a pesquisa mostrou o maior quantitativo de pessoas trabalhando no campo (545.077), a partir daquele ano, os números vinham caindo até 2017 quando voltou a aumentar. Considerando que a população na força de trabalho do último trimestre de 2017 foi de 1.784.000, a agricultura foi responsável por 18,5% da força de trabalho do Estado.

Entre os municípios, São Gabriel era aquele que mais ocupava pessoas nas atividades agropecuárias (14.243). Tefé (11.688), Parintins (11.413), Manicoré (10.790) e Itacoatiara (10.420) formavam o grupo com maior número de ocupados.

Variável – Pessoal ocupado em estabelecimentos agropecuários (Pessoas)
# Município  
1 São Gabriel da Cachoeira 14.243
2 Tefé 11.688
3 Parintins 11.413
4 Manicoré 10.790
5 Itacoatiara 10.420
6 Autazes 9.962
7 Lábrea 9.329
8 Boca do Acre 9.158
9 Coari 8.723
10 Presidente Figueiredo 8.713

Efetivo de animais

Bovinos são os animais com maior presença na agropecuária amazonense, o rebanho encontrado pelo Censo Agro foi de 1.253.852 cabeças; essa quantidade supera o número encontrado o Censo anterior em 83.214 cabeças, um aumento de 7,1%; foi o maior rebanho bovino pesquisado desde o primeiro censo, em 1975.

Entre os municípios, Lábrea lidera a criação de gado com 219.429 cabeças. Boca do Acre possui o segundo maior rebanho do estado com 202.553 cabeças, em seguida, Apuí (137.231), Manicoré (122.305) e Parintins (62,231); São estes os 5 maiores criadores do estado do Amazonas.

A criação de bovinos no estado é bastante diversificada, são 14.654 estabelecimentos criadores, sendo a maioria (91.361) formada por pequenos produtores com menos de 50 cabeças. Mas os municípios líderes na produção de bovinos possuem característica inversa, predominando aí os grandes produtores. Lábrea possuía 584 estabelecimentos agropecuários criadores de bovinos, sendo 397 (68%) com mais de 50 cabeças. Apuí possuía 897 estabelecimentos, sendo 640 (71%) com mais de 50 cabeças.

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