
Da Redação
MANAUS – Zezinho Corrêa, 69, vocalista do grupo Carrapicho morreu na manhã deste sábado, 6, por complicações da Covid-19. O artista estava internado na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) desde o dia 7 de janeiro no Hospital Samel.
O anúncio da morte do artista foi divulgado nas redes sociais, na página do MAG (Movimento dos Amigos do Garantido).
“Zezinho foi um dos maiores ícones da música regional e nacional, levando as canções de compositores amazonenses para o mundo. Zé foi líder da Banda Carrapicho durante décadas e se projetou no cenário mundial com a música Tic Tic Tac , de composição do parintinense Braúlino Lima”, diz parte da nota.
A família do cantor agradeceu as manifestações de carinho. “Agradecemos imensamente o carinho, todas as orações e todo amor que vínhamos recebendo dos fãs, familiares, amigos e admiradores dele”, diz o texto.
“O céu ganhou mais uma estrela, que com sua luz brilhará para a eternidade”, lamenta. O comunicado lembra que o cantor levou “o nome do Amazonas para o mundo”.
Carreira
O cantor fez sucesso na Europa e Brasil nos anos 90, com o hit “Tic Tic Tac” nos anos 1990 com o álbum “Festa de Boi Bumbá”. Apesar de terem se separado, os componentes do grupo se reuniram em 2014 para comemorar seus 30 anos de história.
Zezinho também investiu em carreira solo, produzindo projetos musicais. Entre os destaques estão a sua participação no musical “Boi de Pano”, durante o Festival Amazonas de Ópera de 2000; a gravação do seu CD solo no ano de 2001, no Teatro Amazonas e a participação no musical de Natal “Ceci e a Estrela”, em 2017.
Em 2020, ele estrelou campanha do Governo do Estado em homenagem aos profissionais de saúde, que atuaram na linha de frente do combate à pandemia de Covid-19, interpretando a música “Um Novo Tempo”, de Ivan Lins, no palco do Teatro Amazonas.
No dia 21 de dezembro de 2020, o cantor subiu ao palco do Teatro Manauara com o show “Banho de Frevo – Zezinho Corrêa canta Elba Ramalho”; e no dia 28 de dezembro, o cantor participou do lançamento online do livro “Eu Quero é Tic, Tic, Tac”, escrito pelo jornalista e produtor cultural Fabrício Nunes em homenagem à carreira de Zezinho. O lançamento foi transmitido do Centro Cultural Palácio Rio Negro.
Zezinho também era ator e funcionário de carreira do Sesc (Serviço Social do Comércio) Amazonas, onde atuava como animador cultural.
