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Dia a Dia

White Martins diz que avisou secretaria em julho e setembro de 2020 sobre alta no consumo de oxigênio

20 de maio de 2021 Dia a Dia
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White Martins produz o dobro da capacidade de consumo de oxigênio em Manaus (Foto: SES-AM/Divulgação)
White Martins diz que avisou o Governo do Amazonas sobre falta de oxigênio ainda em 2020 (Foto: SES-AM/Divulgação)
Da Redação

MANAUS – A empresa White Martins informou, na noite desta quinta-feira, 20, que a Secretaria de Saúde do Amazonas foi avisada sobre a alta demanda de oxigênio no Estado em julho e setembro de 2020.

A empresa foi acusada pelo ex-ministro Eduardo Pazuello e pelo secretário de Saúde, Marcellus campêlo, de não ter informado sobre a necessidade do insumo em tempo hábil.

Em nota, a White Martins também disse que, em 7 de janeiro, pediu à Secretaria de Saúde novas contratações de fornecedores, por não conseguir suprir a demanda. Segundo a empresa, a secretaria não respondeu sobre previsão de demanda solicitada anteriormente.

“A empresa informou à secretaria de Saúde do Estado do Amazonas, em julho e setembro de 2020, que o volume de oxigênio consumido estava superior ao pactuado. Em 7 de janeiro de 2021, após ter detectado o aumento exponencial do consumo e da ausência de resposta sobre a previsão de demanda, a empresa comunicou à Secretaria de Saúde a necessidade de contratação de outros fornecedores”, disse.

Em resposta ao ATUAL, na tarde desta quinta-feira, o secretario de Saúde, Marcellus Campêlo, alegou que não foi avisado pela empresa sobre a falta de oxigênio em nenhum momento de 2020 e que o aviso só aconteceu em 7 de janeiro.

“Até dezembro de 2020, a SES-AM monitorava a demanda por oxigênio conforme relatório apresentado pela White Martins ao final de cada mês e, até então, a empresa não havia relatado dificuldades para cumprir com o contratado pelo Estado”, disse o secretário.

Em depoimento prestado à CPI da Saúde, o ex-ministro Eduardo Pazuello também acusou a empresa de não ter feito o aviso. “A empresa White Martins, que é a grande fornecedora, somada à produção da Carboxi, que é uma empresa menor, ela já vinha consumindo a sua reserva estratégica e não fez essa posição de uma forma clara desde o início. Começa aí a primeira posição de responsabilidade!”, disse.

Leia a nota completa da White Martins:

A White Martins informa que vem contribuindo fortemente com o Governo federal e as secretarias de saúde estaduais e municipais para suprir a altíssima e inédita demanda de oxigênio durante a pandemia de Covid-19. Entendemos os desafios atuais e seus impactos na sociedade. Por isso, temos empreendido diversos esforços para aumentar substancialmente nossa capacidade de produção de oxigênio líquido e gasoso, bem como incrementado nossa logística de distribuição, a partir de investimentos em novos equipamentos, tais como carretas e isocontainers, além de tanques, cilindros e sistemas de logística. Contamos com a dedicação de mais de mil colaboradores na linha de frente junto às instituições de saúde, enfrentando situações de risco e sujeitos a alterações de local de trabalho para substituir eventuais profissionais contaminados, não tendo sido considerados até então prioridades no Plano Nacional de Imunização.

Em relação à crise de saúde do Amazonas, cujo ápice ocorreu em janeiro deste ano, cabe ressaltar que a White Martins não recebeu da Secretaria estadual de Saúde informação prévia a respeito de aumento da demanda de oxigênio para as instituições do estado. Como uma mera fornecedora, a empresa não tem dever ou qualificação técnica para fazer a gestão da saúde pública. Apesar disso, a empresa informou à secretaria de Saúde do Estado do Amazonas, em julho e setembro de 2020, que o volume de oxigênio consumido pelas instituições de saúde já estava superior ao pactuado. Em 7 de janeiro de 2021, após ter detectado o aumento exponencial do consumo de oxigênio na região e da ausência de resposta sobre a previsão de demanda, a empresa comunicou à Secretaria de Saúde a necessidade de esforços adicionais e da contratação de outros fornecedores para aumentar a disponibilidade de produto, dada a demanda descontrolada e acima da capacidade de produção local da empresa.

Sabemos que o país ainda tem um longo desafio à frente no combate à pandemia de Covid-19. Estamos comprometidos a continuar a adotar todas as medidas e recursos necessários para aumentar a disponibilidade do oxigênio medicinal, sempre dentro do limite de nossas capacidades.

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Assuntos destaque, Eduardo Pazuello, falta de oxigênio, Marcellus Campêlo, Secretaria de Saúde do Amazonas, White Martins
Redação 20 de maio de 2021
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