
Por Feifiane Ramos, do ATUAL
MANAUS – O ministro Márcio Macêdo, da Secretaria-Geral da Presidência da República, disse nesta quarta-feira (20) em Manaus que ao ouvir declarações no Amazonas, o que mais despertou atenção foi a violência contra mulheres mulheres, principalmente indígenas e quilombolas.
“Até agora foi a presença das mulheres, das mulheres indígenas, das mulheres quilombolas, das mulheres que defendem os direitos humanos. É uma coisa que nós precisamos nos debruçar. Por exemplo, as mulheres indígenas que sofrem violência nas aldeias, ao redor das aldeias, muitas vezes pela ação de delinquentes ambientais, garimpeiros ilegais”, disse ele ao ATUAL.
Márcio Macêdo criticou o fato de a Delegacia da Mulher ser em Manaus. Então, “como é que atende essas mulheres?”, questionou, citando que é preciso encontrar uma solução para proteger as mulheres da Amazônia, o que deve ser debatido na COP30 que ocorre em novembro em Belém (PA).
O ministro também citou que o diferencial do Amazonas nas escutas públicas é a presença dos povos originários da Amazônia, com “sua realidade, suas necessidades, suas vontades, suas dores, seus desejos e suas esperanças de ter uma proteção da floresta adequada e ter também desenvolvimento que possa alcançar essas pessoas”.
Márcio Macêdo defendeu a COP30 para tornar o Brasil exemplo de política pública ambiental. “Estamos trabalhando para essa COP dar um recado para o mundo de um modelo de desenvolvimento socialmente justo, ambientalmente equilibrado, e economicamente viável. Esse é um desafio que nós temos, e nada melhor que a Amazônia estar falando sobre isso. Vamos fazer uma COP simples, uma COP sem extravagância, mas uma COP muito eloquente do ponto de vista da floresta falando para o mundo”.
O ministro participou em Manaus do Encontro da Comunidade Científica e Tecnológica da Amazônia com a Presidência da COP30, que reuniu representantes de diversas instituições e de setores da sociedade civil para debater a agenda de ação na educação, pesquisa e ciência da Amazônia Legal.
