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Sem categoria

Vida longa, muito longa

3 de janeiro de 2015 Sem categoria
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Cabeca Coluna P Figueiredo

Creio que foi Ciro Espítama quem disse que a vida longa, muito longa, deixa de ser um prêmio e passa a ser uma maldição. Neto de Zoroastro e embaixador de Dario da Pérsia, no século V antes de Cristo, é o personagem principal de Criação, obra notável de Gore Vidal. Faz uma viagem apaixonante pela história de seu tempo, em busca de verdades instigantes, a fim de sepultar dúvidas, numa época em que viveram Buda, Confúcio, Heródoto, Sócrates e Péricles, expressões maiores do gênio humano.

Releio agora o romance de Vidal, cuja primeira leitura data de 1984, ano de seu lançamento no Brasil pela editora Nova Fronteira. Uma releitura é aconselhável – e a faço sempre com muito prazer –, especialmente quando já decorridos mais de trinta anos. A obra adquire novos contornos e muitas vezes alcançamos o que nem sequer suspeitávamos pudéssemos nela encontrar. Há uma interação diferente com o tema e as reflexões vêm melhor elaboradas, maduras e densas, fundadas em nossas experiências, que se vão acumulando enriquecidas ao longo da existência.

Perdoem os leitores pelas linhas introdutórias, talvez dispensáveis, mas é o que me ocorre nesta virada de ano, com mais de sete décadas já cumpridas, neste ínfimo grão de areia do universo em expansão, habitado pela incrível e surpreendente humanidade. Detenho-me nas palavras do embaixador persa, na acepção de tudo o que não vai bem, de consequências desagradáveis, que incomoda, aborrece ou causa infortúnio.

Sob esse aspecto, a vida muito longa é realmente uma maldição. Sem a menor dúvida, há uma hora de chegar e de partir, como ocorre com todos os fenômenos da natureza, em constante vir a ser ou devir, lembrando Heráclito de Éfeso, filósofo pré-socrático e berço do pensamento dialético. Passado com larga margem o momento e vencidos os limites do razoável, tudo é monótono, triste e doloroso. Começa-se a perder as referências pretéritas, lugares, paisagens, amigos e fatos de toda uma vida. Tudo em volta, com maior ou menor lentidão, vai deixando de existir e as cenas do dia a dia ganham novos horizontes, cores, com predominância do sépia ou do cinza, e aspectos bem diferentes dos laços presos ao pensamento de quem resiste na carruagem que jamais poderá ser detida.

No quadro geral de perdas, vai-se ficando velho e só, a cada ano mais isolado, desaparecida toda a linha ascendente de origem, restando-nos encargos de remanescente, de único sobrevivente, castigado por sucessos e insucessos, numa galeria de lembranças de quem foi deixando espaços vazios para sempre. Fica a prole que conseguirmos construir para o futuro, como única fonte de alegria que ainda podemos desfrutar, vendo-nos com imagens refletidas no espelho de nossos descendentes, como único consolo frente à fluidez das horas e pelos pesados e insuportáveis achaques da idade avançada.

E, enquanto as gerações se sucedem, a partir de certa etapa, com incrível velocidade, somos apanhados pela solidão de quem insiste em permanecer no campo de batalha. Os amigos, alguns muito mais do que isso, fraternos em profunda identidade, saem da liça, quase sempre de forma inesperada, tragados pela inexorável, abandonando-nos mergulhados na mais sofrida ausência. É quando, olhando de lado, nos damos conta de que toda uma legião de contemporâneos, com quem dividimos a existência, desde a infância ou a juventude, já tomou o rumo das estrelas ou do etéreo, onde jamais nos reencontraremos, fator da mais sentida e insuperável angústia.

E há toda uma inserção nas cidades por onde em vida caminhamos juntos, recantos, momentos e alusões. Confesso que hoje me sinto um pouco estranho no Rio de Janeiro, em Manaus ou em Itacoatiara dos meus primeiros passos. Nelas não encontro mais o meu passado e o tempo foi transformando ou soterrando os lugares que sempre amei. No Rio, das minhas noites boêmias e madrugadoras, no Leblon e no coração da antiga capital federal, como em Manaus, no Centro e adjacências, com seu velho casario, praças e ruas de paralelos portugueses, já não diviso a mesma fotografia que tanto encantou os meus melhores anos. O rol de lembranças inumadas seria tão extenso que não caberia neste texto, sendo conveniente que permaneçam plenas de ternura nas minhas fatigadas memórias, como retratos que jamais conseguirão apagar ou me tomar, pelo menos.

Manaus anda intumescida e ferida de morte, engolfada numa sucessão de agruras e problemas graves, tão deplorável, que é de desanimar. Não sei aonde chegaremos, mas não perco as esperanças de que minhas filhas e netos possam ainda vê-la reencontrar-se com o que teve de mais belo e comovente em sua história.

—————–

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Assuntos morte, vida
Valmir Lima 3 de janeiro de 2015
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