O Amazonas Atual utiliza cookies e tecnologias semelhantes, como explicado em nossa Política de Privacidade, para recomendar conteúdo e publicidade. Ao navegar por nosso conteúdo, o usuário aceita tais condições.
Confirmo
AMAZONAS ATUAL
Aa
  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
    • Augusto Barreto Rocha
    • Cleber Oliveira
    • Fatima Guedes
    • José Ricardo
    • Márcia Oliveira
    • Sandoval Alves Rocha
    • Sérgio Augusto Costa
    • Tiago Paiva
    • Valmir Lima
  • Quem Somos
Aa
AMAZONAS ATUAL
  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
  • Quem Somos
Pesquisar
  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
    • Augusto Barreto Rocha
    • Cleber Oliveira
    • Fatima Guedes
    • José Ricardo
    • Márcia Oliveira
    • Sandoval Alves Rocha
    • Sérgio Augusto Costa
    • Tiago Paiva
    • Valmir Lima
  • Quem Somos
Siga-nos
  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
  • Quem Somos
© 2022 Amazonas Atual
Augusto Barreto Rocha

Verticalização dos transportes: uma tendência preocupante

30 de julho de 2018 Augusto Barreto Rocha
Compartilhar


Uma economia desenvolvida possui uma grande quantidade de fornecedores para todo o tipo de atividade econômica. Quanto maior a economia de escala, maior a quantidade de empresas ofertantes e as demandas dos consumidores vão gerando novas oportunidades. É um ciclo de crescimento, onde sempre há espaço para terceirização, mas também há espaço para verticalização, quando o trabalho deixa de ser externo e passa a fazer parte das atividades da própria empresa.

Nos EUA, a Amazon criou uma divisão chamada Amazon Transportation Service, que incentiva pequenos transportadores, onde com uma startup de US$ 10 mil, oportuniza um potencial de venda de US$ 1 milhão a US$ 4.5 milhões. Chamam de Amazon Delivery Partners, com terceirização de partes do serviço de entrega por meio de empresas com até 40 vans, bem menores do que os grandes operadores de transporte, como FedEx ou UPS. Há ainda a sua própria estrutura vertical, na qual ela gastou US$ 13.2 bilhões em 2017, fazendo com que no início de 2018 as ações da FedEx e UPS caíssem, por conta deste movimento.

Quando vale a pena terceirizar? De um jeito simples, quando a empresa não possui recursos ou competência para fazer aquela atividade de um jeito mais econômico. Portanto, sempre haverá espaço para verticalização ou para terceirização e o que fará este equilíbrio por um lado é a escala e por outro é a margem de lucro. Uma coisa é certa: verticalizações bem conduzidas geram grandes economias.

Existe uma tendência no Polo Industrial de Manaus (PIM) para a verticalização de serviços de transporte e logística. Um dos exemplos mais recentes, a Yamalog, empresa controlada pela fabricante de motocicletas Yamaha, com 150 carretas e 4 armazéns, passou a fazer a sua própria operação de transporte de motocicletas de Manaus para o mercado nacional. Este movimento é uma demonstração do quanto é complexo e caro distribuir no Brasil, o que fez a Yamaha, pela primeira vez no mundo, verticalizar a sua estrutura logística por meio de uma nova companhia.

Há outros exemplos como Honda e Samsung, que também operam com estrutura própria na região, mas sempre que surge um novo operador verticalizando a sua estrutura, não pelo grande aumento de volume, como no caso da Amazon, que saiu de US$ 74 bilhões de vendas anuais em 2013 para US$ 177 bilhões de vendas anuais em 2017, surge a questão: por que terceirizar, se não há ganho de volume?

A resposta é que o mercado não está sendo competitivo para resolver os problemas que são naturalmente resolvidos, quando existe escala. Há uma redução gradativa da oferta de transporte no PIM. No mesmo período de 2013 a 2017, o faturamento caiu de US$ 38.5 bilhões para US$ 25.5 bilhões. É interessante comparar os números do conjunto das empresas industriais tradicionais, com as vendas de uma única empresa global, como a Amazon, para que também traga para a mesma página de reflexão sobre o quanto estamos nos tornando insignificantes no mercado global.

As escalas precisam crescer sempre. Isso somente será possível se existir uma estreita cooperação dentro da sociedade, com simplificação constante das atividades econômicas e não com o aumento da complexidade. Coisas mais complexas levam a menos atividades formais.

A presença de uma plataforma que facilite a operação industrial no Amazonas é a grande oportunidade. De outra forma seguiremos a reduzir a nossa significância, porque pior que apenas reduzir o faturamento industrial é ver que enquanto reduzimos, outros crescem e assim ficará cada vez mais difícil superar a distância que nos separa das economias desenvolvidas.


Augusto César Barreto Rocha é doutor em Engenharia de Transportes (COPPE/UFRJ), professor da UFAM (Universidade Federal do Amazonas), diretor adjunto da FIEAM, onde é responsável pelas Coordenadorias de Infraestrutura, Transporte e Logística.

Os artigos publicados neste espaço são de responsabilidade do autor e nem sempre refletem a linha editorial do AMAZONAS ATUAL.

Notícias relacionadas

Biotecnologia na Amazônia: sem articulação, o potencial não vira poder

Amazônia em pauta: o medo do desenvolvimento

Sem soberania econômica, a Amazônia continuará sendo explorada

A ação da Fiesp e o desafio de uma política industrial menos concentrada

Amazônia: potencial desperdiçado também no setor aéreo

Cleber Oliveira 30 de julho de 2018
Compartilhe
Facebook Twitter Pinterest Whatsapp Whatsapp LinkedIn Telegram Email Copy Link Print
Deixe um comentário

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Leia também

Na média dos postos brasileiros pesquisados pela ANP, o etanol teve alta de 1,20% (Foto: Divulgação)
Economia

Governo propõe aumento de etanol na gasolina de 30% para até 32%

9 de junho de 2026
Márcio André de Oliveira Brito
Dia a Dia

Inmetro reforça diálogo com o setor produtivo no evento ‘Qualidade 360º’

9 de junho de 2026
Anvisa colhe informações para implantar a bula digital (Foto: Ministério da Saúde/Divulgação)
Dia a Dia

Anvisa lança consulta pública para decidir sobre adoção de bula digital

9 de junho de 2026
trecho BR-174
Dia a Dia

Governo vai investir R$ 15 bilhões na melhoria de rodovias federais

9 de junho de 2026

@ Amazonas Atual

  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
  • Quem Somos

Welcome Back!

Sign in to your account

Lost your password?