
Do ATUAL
A Câmara de Municipal de Borba, município do Amazonas a 149 quilômetros de Manaus, rejeitou, na noite desta quarta-feira (16), por quatro votos a três e duas abstenções, o pedido de cassação do mandato do prefeito, Simão Peixoto.
O processo de cassação foi aberto no dia 20 de junho, depois que o prefeito foi preso pela segunda vez neste ano e afastado do cargo de prefeito por decisão judicial. Ele continua afastado.
Ele foi afastado do cargo no dia 23 de maio por suspeita de desvio de dinheiro do município em processos de licitação.
Diante das acusações feitas pelo Ministério Público do Estado do Amazonas, que incluíam corrupção e lavagem de dinheiro, os vereadores decidiram criar uma comissão processante formada por três vereadores.
A defesa de Simão Peixoto alegou a ausência de provas das acusações e criticou a comissão processante por não avançar nas investigações e trabalhar apenas a partir da denúncia do ministério público.
A defesa também apontou a existência de documentos com suspeitas de fraude.
Histórico
Simão peixoto foi preso preventivamente na Operação Garrote, do MP-AM (Ministério Público do Amazonas), no dia 23 de maio por suspeita de desvio de R$ 29,2 milhões da prefeitura em licitações.
Simão, familiares dele e servidores públicos são investigados pelos crimes de associação criminosa, fraudes em licitação, lavagem de capitais e corrupção ativa e passiva.
No dia 14 de junho, o juiz Marllon Souza, da 2ª Seção do Tribunal Regional federal da 1ª Região, determinou a soltura provisória do prefeito, mas com monitoramento por tornozeleira eletrônica.
Marllon Souza considerou que a prisão poderia ser substituída por medidas cautelares. No entanto, manteve o afastamento do prefeito do cargo, até o julgamento do processo pelo Tribunal de Justiça do Amazonas.
