
Da Redação
MANAUS – Após participar da reunião do Fórum Nacional de Governadores com o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, em Brasília, para discutir o planejamento para a vacinação contra a Covid-19 no país, o governador Wilson Lima disse, nesta terça-feira, 20, que a previsão para o início da imunização é a segunda quinzena de janeiro de 2021.
No encontro, o ministro Eduardo Pazuello também anunciou a aquisição de 46 milhões de doses da vacina Butantan-Sinovac/Covid-19, em desenvolvimento pelo Instituto Butantan.
A medida faz parte da estratégia do Ministério da Saúde para a ampla oferta de vacinação aos brasileiros, que já conta com outros dois imunizantes (AstraZeneca e Covax). Somadas, as três vacinas representam 186 milhões de doses.
“Aqui, foram apresentados alguns prazos, foram apresentadas as fases em que estão as testagens dessas vacinas, e há uma previsão de que efetivamente elas comecem a chegar aos estados em meados ou no final de janeiro”, disse Wilson Lima.
Durante a reunião, o governador também fez um apelo para que o Ministério da Saúde antecipe a vacinação contra H1N1 no Amazonas.
“Daqui a 30 dias, vamos começar o nosso período chuvoso, em que há uma maior incidência de síndromes respiratórias, então, é importante que a população esteja imunizada para que não haja confusão de que todo mundo que pega H1N1 ou qualquer outros vírus já seja suspeito de Covid”, justificou.
Wilson Lima defendeu, ainda, que os recursos disponibilizados pelo Governo Federal para o combate à pandemia também possam ser utilizados no tratamento de pacientes pós-Covid.
“Eu fiz um apelo ao Ministério da Saúde com relação àqueles pacientes que já estão curados, mas continuam ocupando um leito de UTI, e o apelo que eu fiz foi para que esse recurso destinado à Covid também seja destinado para o atendimento desses pacientes”, afirmou.
Vacina anti-Covid
As vacinas Butantan-Sinovac e AstraZeneca estão em etapas avançadas de testes – ambas em fase III –, quando são testadas em milhares de pessoas. Segundo o Ministério da Saúde, elas ainda devem ser avaliadas pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e ter eficácia e segurança garantidas.
De acordo com o ministro Eduardo Pazuello, as doses serão distribuídas para todo o Brasil por meio do PNI (Programa Nacional de Imunização).
“Temos a expertise de todos os processos que envolvem esta logística, conquistada ao longo de 47 anos de PNI. As vacinas vão chegar aos brasileiros de todos os estados”, garantiu.
A Fiocruz também deve começar, a partir de abril de 2021, a produção própria da AstraZeneca e disponibilizar ao país até 165 milhões de doses durante o segundo semestre de 2021.
“Nossa estratégia prioriza a transferência de tecnologia – o que nos permitirá produzir as vacinas no Brasil”, afirmou o ministro.

Podem anotar, por hora, enquanto não tiver alcançado os resultados esperados de que é eficaz, essa vacina chinesa não vai ser comprada pelo governo Bolsonaro. Não tentem forçar e iludir o povo, isso, não vai ser realizado. Não sei quais os interesses, impacientes, açodados, de impor que a população seja forçada a injetar em seu organismo uma vacina que, ainda não sabemos cientificamente seus efeitos.