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Sem categoria

Um ministro para o esporte

30 de dezembro de 2014 Sem categoria
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Cabeca Coluna Roberto Caminha

A nossa presidente exagerou na escolha dos seus novos ministros.  A coisa estava na conta certa e até um amazonense entrou na relação. Vejamos as diferenças: o nosso ministro é um político de elite. Venceu várias eleições e perdeu a sua última. Os colegas de classe dizem que era um excelente aluno e comandava a comissão de frente. É um engenheiro de excelentes notas e realizador de grandes obras. E o ministro que vai dar o tom para as Olimpíadas do Rio? Esse eu não posso dizer nada. Procurei no esporte em que vivemos um ano terrível, o futebol, não encontrei nada que pudesse ligar ao seu nome. Nem chefe de torcida. Fui à turma do tênis de mesa, onde andei um tempo vencendo campeonatos estudantis, universitários e amazonense. Conversei, pesquisei, perguntei a muitos atletas, técnicos e dirigentes e sabem o resultado? Nada. Neca de Catibiriu. Passei para os esportes mais técnicos e perguntei para o Mago do Atletismo sobre alguma coisa que o ligasse ao esporte e… adivinhem? Nada. Fui às edições antigas do Globo, Folha de S. Paulo e O Estado de S. Paulo… E nada. Acreditei que ele fosse ligado às construtoras, essas que nos dão muita alegria quando aparecem no Jornal Nacional. Nada.

Eu esperava que sendo ligado a alguma das grandes construtoras, ele pudesse resolver o primeiro grande problema que as Olimpíadas estão enfrentando. Nenhuma praça esportiva está pronta para que façamos as Olimpíadas.

Deus, quando fez o Rio, cuidou pessoalmente da arquitetura e, na Baía da Guanabara, estava apaixonado… Mesmo. Então, passado um tempinho, a obra-prima do Homem, foi entregue aos cariocas. Deu zebra! Na Baía da Guanabara, produzida com amor, carinho e dedicação, não haverá iatismo. Motivo: a Baía da Guanabara está transformada em um lixão, oferecendo muitas peças sólidas que dificultariam as manobras e a saúde dos atletas.

Os campos de hipismo: zero. Os stands de tiro: zero. Os estádios de futebol: apenas o Maracanã está em condições. E o João Havelange, o Engenhão? Continua uma promessa. O ginásio para natação e polo aquático? Nada.

Vamos ao cerne da questão, como diz o Gilberto Gil. As pessoas que vão às Olimpíadas sabem de uma verdade: Olimpíadas e Atletismo se confundem. As Olimpíadas começam quando iniciam as provas de atletismo. É uma beleza de ver. Os povos que gostam de corridas longas, os azuis, em suas tribos bem definidas. Os velocistas, onde vemos os americanos e jamaicanos e outros morenos, mostrando uma grande massa muscular e óculos de lançamento. A loja da Adidas, com um imenso balão balançando ao vento a uma altura de 100 metros, e toda a cidade sabendo que os craques e os matérias modernos estão lá. É de lá que sairão as novidades para os próximos quatro anos. Os brancos e fortes, predominantemente europeus, buscam as provas mais técnicas: os saltos, os revezamentos, os lançamentos de dardo, pesos e discos. E daí, meu caro desportista? No Rio de Janeiro existia uma pista para treinamento de toda a comunidade do Atletismo: o Estádio Célio de Barros, bem ao lado do Maracanã. Sabem o que aconteceu? Foi limado e transformado em um estacionamento para servir ao Maracanã no período da Copa do Mundo de Futebol. Até parece que o mundo traria para o Brasil e, principalmente para o Maracanã, seus automóveis. Juntando todos esses pequenos problemas, que até hoje não soubemos resolver, inventa-se um ministro do Esporte que a comunidade esportiva nunca ouviu falar. Fomos ao Google e apareceram vários indivíduos com o mesmo nome: George Hilton. Apareceram fotos de músico, embaixador, produtor artístico e o mais famoso foi o Jorge Hilton, uruguaio, que sentiu que não se criaria com o nome de Jorge e passou a ser George, um dos Djangos, e fez alguns filmes do Western Spaghetti, muito apreciados na década de setenta. O nosso George Hilton aparece como carregador de malas de dinheiro de um aeroporto para outro.

Fomos em busca de uma modalidade em que se carregava pesos e não encontramos. Só cheguei a uma conclusão: o ministro George Hilton ouviu de um pai-de-santo, baiano como ele, lá do Gantois, que seria o homem que revolucionaria o esporte no mundo e já guardava as toneladas de dinheiro, para construir todas as praças de esportes para as Olimpíadas do Rio.

Saravá, George Hilton!

———————–

Roberto Caminha Filho, economista e nacionalino, já torce, ora e faz despachos para que o nosso ministro acerte em tudo.

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Assuntos George Hilton, Olimpíadas, rio de janeiro
Valmir Lima 30 de dezembro de 2014
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