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Augusto Barreto Rocha

Um e-mail para o vazio

2 de novembro de 2020 Augusto Barreto Rocha
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No dia 22/09, soube que EMM, que me ajudou institucionalmente em minha pesquisa de Doutorado, partiu. Na mesma data, fiz uma mensagem para o CP com respeito à um projeto de Pesquisa & Desenvolvimento. Com a estranheza do silêncio, no dia seguinte reiterei com um emoji, mas recebi apenas o estranho silêncio. Como assim? Normalmente ele respondia rápido ao celular. Enviei um e-mail, mas percebi que ele foi para o vazio, pois tomei conhecimento que ele havia contraído a Covid-19. Momentos depois, notícias de hospital. Dias depois, a temida conclusão da jornada. Algumas semanas antes, vivera experiência semelhante com outra pessoa muito próxima (SB), com quem também compartilhava mensagens, reflexões e projetos, desde temas como mobilidade urbana, até questões para o futuro, como a Indústria 4.0 no Polo Industrial.

Em outubro, em Manaus, há mais infectados pela temida doença do que em julho, agosto ou setembro. E o mês nem acabou, mas já se constatam 10.705 casos versus 8.423 em julho. Nas mortes, 119 em julho, versus 199 em outubro. No Brasil, já há mais perdas do que em qualquer das Guerras que participamos. Estamos assim, com a morte que sempre fez parte da paisagem, começando a ser ignorada inclusive em relação ao aspecto do risco. Neste clima de 2 de novembro, precedido por “celebrações” de “hallowen”, com o termo e motivos importados, sem tradução para o Dia das Bruxas.

Em 26/10, aparece a Lei Estadual 5.290, de maneira intrometida, para obrigar hotéis a fazer check-in ou check-out em um determinado horário. Por outro lado, soluções para apoiar os mesmos hotéis esvaziados pela pandemia, ou os bares fechados, não se fala. E os empregos perdidos? E os empreendimentos perdidos? Ao contrário de apoio, o que se vê é mais um peso que, se não for ilegal, deveria ser. Líderes eleitos preferem se calar ao ver tal descalabro. Até quando?

Tudo é importante, mas a falta de importância pela vida ou pelos mortos, retrata bem o momento em que estamos inseridos. O desrespeito está ficando normal para muitos. Em cada uma das últimas semanas, perdi alguém próximo, pela Covid-19 ou pela dinâmica da vida. Sábado, em uma Missa de Sétimo Dia do ABB, que também marcou o 30º dia da RRA, foi possível perceber que ainda há esperança. Todavia, esta esperança claramente se constrói pelo esforço de uma comunidade que se une por propósitos comuns – percebi isto admirando aquela bela capela construída pelos moradores do entorno.

Enquanto há vida, há esperança. Que este 2 de novembro, que, para alguns, marca a retomada das chuvas intensas em Manaus, sirva para limpar as nossas mentes, para reencontrarmos a vida, honrando nosso passado e compreendendo que a pandemia não se foi. Ela seguirá presente por um tempo expressivo – talvez até o momento em que nós acordemos deste sono eterno. Precisamos nos reencontrar com a nossa história. Precisamos nos encontrar com o passado, o presente e o futuro – o desrespeito aos que seguem morrendo ou vivendo não é um bom começo, mas talvez o Criador queira nos passar uma mensagem para o nosso despertar. Até que acordemos ou a morte nos solucione.


Augusto César Barreto Rocha é doutor em Engenharia de Transportes (COPPE/UFRJ), professor da UFAM (Universidade Federal do Amazonas), diretor adjunto da FIEAM, onde é responsável pelas Coordenadorias de Infraestrutura, Transporte e Logística.

Os artigos publicados neste espaço são de responsabilidade do autor e nem sempre refletem a linha editorial do AMAZONAS ATUAL.

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Valmir Lima 2 de novembro de 2020
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