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Dia a Dia

Tribunal do Júri condena ‘Moa’ a 12 anos de prisão por homicídio

19 de maio de 2015 Dia a Dia
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O ex-policial militar foi condenado por ajudar o filho do deputado Wallace Souza, Raphael Souza, a matar um homem conhecido como Caçula (Foto: Raimundo Valentim/TJAM)
O ex-policial militar foi condenado por ajudar o filho do deputado Wallace Souza, Raphael Souza, a matar um homem conhecido como Caçula (Foto: Raimundo Valentim/TJAM)

MANAUS – A juíza Mirza Telma, do 1ª Tribunal do Júri, condenou o réu Moacir Jorge Pessoa da Costa a 12 anos de prisão pela participação no homicídio de Cleomir Pereira Bernardino, o Caçula, em janeiro de 2007. Ex-policial militar, Moa, como é mais conhecido, estava no carro e ajudou Raphael Souza a matar Cleomir, conforme decisão do Conselho de Sentença, no início da noite desta terça-feira, 19.

Moa ficou conhecido no processo em que o ex-deputado estadual Wallace Souza (morto em julho de 2010) foi denunciado por participação em uma organização criminosa que atuava em Manaus. O ex-policial militar Moa foi o delator do parlamentar, que perdeu o mandato e chegou a ser preso, antes de adoecer de uma enfermidade que o levou à morte.

A condenação inicial foi de 13 anos pelo homicídio qualificado (dificultou a defesa da vítima), mas a juíza subtraiu um ano porque Moa confessou participação no crime durante a fase inicial do processo, na audiência de instrução. Nesta terça, Moa negou participação no crime e disse que foi coagido a confessar. A defesa do ex-PM adiantou que ainda vai decidir se recorrerá à segunda instância. Por estar cumprindo pena por outros crimes, Moa continua no Complexo Penitenciário Anísio Jobim.

“Os motivos pelos quais ele negou agora, eu não sei. Mas a mim, durante a instrução processual, ele confessou. Como ele tem outras penas, quando chegar à Vara de Execuções Penais, ela unifica a condenação”, afirmou a magistrada.

Moa foi pronunciado por duas qualificadoras (meio cruel e dificultou a defesa da vítima), condenado por uma e acabou recebendo uma pena maior do que Raphael Souza, condenado por homicídio simples a nove anos de prisão por ter efetuado os disparos contra Cleomir.

“O Raphael foi condenado por um homicídio simples. Mas a decisão do Conselho de Sentença é soberana. E eles decidiram que o réu Moacir fosse enquadrado no homicídio qualificado e a pena mínima é 12 anos. Não poderia aplicar menos que isso”, explicou Mirza.

Esta é a segunda vez que Moa é julgado pela participação neste crime. No primeiro julgamento foi absolvido. O Ministério Público apelou e conseguiu anular o julgamento alegando que Moa não podia ser absolvido por um crime que ele tinha confessado. O Tribunal de Justiça do Amazonas aceitou a tese e, por isso, houve novo julgamento no Tribunal do Júri.

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Assuntos condenação, homicídio, tribunal do juri, wallace souza
Valmir Lima 19 de maio de 2015
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