
Da Redação
MANAUS – Três prédios na Rua Henrique Martins, no Centro de Manaus, correm risco de desabar, segundo o Implurb (Instituto Municipal de Planejamento Urbano). O imóvel número 167 tem dois pavimentos, estrutura em concreto armado e apresenta patologias de fissuras, trincas e rachaduras na fachada.
Já o prédio no n°155 tem 4 andares, também apresentando patologias na estrutura, trincas e rachaduras no revestimento cerâmico na fachada do prédio, além de fundações não adequadas para a quantidade de pavimentos. E o imóvel no número 149 tem 5 pavimentos, com os mesmos problemas: fissuras, trincas e rachaduras na fachada do prédio.
O problema surgiu com a erosão em uma galeria antiga de águas pluviais. Os proprietários forma notificados a receberam laudos emitidos pela Defesa Civil do Município, Corpo de Bombeiros e Seminf (Secretaria Municipal de Infraestrutura).
“Vamos dar continuidade ao trabalho e estamos em contato com os proprietários para alertar e pedir providências emergenciais a fim de salvaguardar patrimônio e vidas”, informou o diretor-presidente do Implurb, Cláudio Guenka.
Os três laudos apontam risco iminente de desabamento das edificações. Na vistoria realizada emergencialmente no último dia 7, quando parte da via em frente aos imóveis desabou, abrindo uma cratera, foi verificado um rompimento na galeria que foi construída na época dos ingleses, que está com sobrecarga pela construção dos prédios e suas fundações, além de diversas ligações de águas pluviais e servidas através de dezenas de tubulações.
Na semana passada, a Seminf fez a ação para correção emergencial e contenção da rede de drenagem. A demolição dos imóveis é necessária para providenciar a solução definitiva do risco de desabamento e da erosão na galeria, que pode comprometer imóveis vizinhos.
Um relatório da Subsecretaria de Obras Públicas (SSOP) da Seminf concluiu, em síntese, que “em razão do carreamento do solo, as fundações dos imóveis foram comprometidas, mostrando-se grave a situação e com grande risco de desabamento”. A recomendação é para demolição das edificações e recuperação da galeria, eliminando o risco de desabamento e comprometimento de outros prédios vizinhos.
Os imóveis estão evacuados, sem atividade comercial ou ocupação, e a área está isolada. A Defesa Civil, devido à vulnerabilidade na área, solicitou que os estabelecimentos comerciais permaneçam fechados por medida de segurança.
“São, na verdade, dois problemas distintos. Primeiro a galeria, que foi limpa e onde identificamos muitas ligações clandestinas. É uma construção antiga, da época dos ingleses, e que está com sobrecarga pela construção de um imóvel na sua superfície”, explicou o secretário de Infraestrutura Kelton Aguiar.
Ainda segundo Kelton, as bases dessa fundação apresentam fissuras e o prédio terá que ser demolido para a correção total da galeria subterrânea. “A galeria tem cerca de seis metros. Fizemos a correção paliativa e a água está com seu fluxo normal, mas para a recuperação completa a estrutura do imóvel terá que ser demolida”, reforçou.
