

Do ATUAL
MANAUS – Três ex-prefeitos e um ex-vice-prefeito foram eleitos deputados estaduais no Amazonas no domingo (4). Eraldo CB (Podemos), ex-prefeito de Boa Vista do Ramos; Clóvis Curubão (PT), ex-prefeito de São Gabriel da Cachoeira; David Bemerguy (MDB), ex-prefeito de Benjamin Constant; e Marcelo Palhano (Agir), ex-vice-prefeito de Coari, tesarão no Legislativo estadual a partir de 2027.
Curubão foi o mais votado. O petista recebeu 34.869 votos. Ele foi prefeito por dois mandatos consecutivos em São Gabriel da Cachoeira, entre 2017 e 2024. Sem poder disputar uma terceira reeleição seguida, concorreu a uma vaga na Aleam e conquistou mandato.
David Bemerguy, do MDB, foi eleito com 28.415 votos. Ele comandou a Prefeitura de Benjamin Constant por dois mandatos consecutivos e deixou o cargo no fim da gestão em 2024. Marcelo Palhano, do Agir, recebeu 27.753 votos. Ele exerceu o cargo de vice-prefeito de Coari antes de disputar a eleição para deputado estadual.
Eraldo CB conquistou uma cadeira na Assembleia com 21.896 votos. Filiado ao Podemos, governou Boa Vista do Ramos por dois mandatos consecutivos, de 2017 a 2024, e também ficou impedido de disputar uma nova reeleição para prefeito.
A eleição também deixou na suplência pelo menos cinco ex-prefeitos do interior do Amazonas. Jair Souto (MDB), de Manaquiri; Glênio Seixas (Podemos), de Barreirinha; Simão Peixoto (MDB), de Borba; Sabugo, de Urucurituba; e Frederico Júnior, de Novo Airão, não conseguiram se eleger.
Jair Souto é um dos políticos mais experientes da lista. Ele governou Manaquiri em quatro mandatos e disputou uma vaga na Aleam pelo MDB. Glênio Seixas administrou Barreirinha por dois mandatos consecutivos entre 2017 e 2024 e concorreu pelo Podemos. Simão Peixoto também exerceu dois mandatos consecutivos como prefeito de Borba e disputou a eleição pelo MDB.
A presença de ex-prefeitos entre os eleitos e suplentes reforça o peso das lideranças municipais na disputa proporcional deste ano, especialmente no interior do estado, onde muitos dos candidatos transformaram a experiência nas prefeituras em capital político para buscar espaço no Legislativo estadual.
