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© 2022 Amazonas Atual
Política

‘Todos agiram para que houvesse golpe’, afirma procuradora sobre ‘núcleo da desinformação’

6 de maio de 2025 Política
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Vidraça quebrada na sede do Congresso Nacional: marcas do vandalismo no 8/1 (Foto: Joédson Alves/ABr)
Vidraça quebrada na sede do Congresso Nacional no 8/1/2023: PGR afirma que disseminação de informação falsa visava o golpe de Estado (Foto: Joédson Alves/ABr)
Por Rayssa Motta, do Estadão Conteúdo

BRASÍLIA – A subprocuradora da República Cláudia Sampaio Marques pediu nesta terça-feira (6) que a Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) aceite a denúncia contra todos os acusados do núcleo quatro ou “núcleo de desinformação” do plano de golpe.

“Todos tinham consciência e agiam no sentido de alcance do objetivo comum que era exatamente não permitir que o governo legitimamente eleito exercesse o mandato e manter o presidente Jair Bolsonaro no exercício do cargo”, defendeu a procuradora. “Todos agiram e concorreram para que houvesse um golpe de estado”, complementou Cláudia.

Neste grupo, estão sete denunciados que, segundo a Procuradoria-Geral da República, ficaram responsáveis por “operações estratégicas de desinformação” e ataques ao sistema eleitoral e a instituições e autoridades.

A denúncia afirma que eles contribuíram para o “plano maior da organização e da eficácia de suas ações para a promoção de instabilidade social e consumação da ruptura institucional”.

Saiba quem foi denunciado no “núcleo de desinformação” do plano de golpe:

  • Ailton Gonçalves Moraes Barros,capitão reformado do Exército
  • Ângelo Martins Denicoli, major da reserva do Exército
  • Carlos César Moretzsohn Rocha, ex-presidente do Instituto Voto Legal;
  • Giancarlo Gomes Rodrigues, subtenente do Exército e ex-servidor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin);
  • Guilherme Marques de Almeida, tenente-coronel do Exército;
  • Marcelo Araújo Bormevet, policial federal e ex-servidor da Abin;
  • Reginaldo Vieira de Abreu, coronel do Exército.

A PGR imputa cinco crimes aos denunciados – organização criminosa armada, golpe de estado, tentativa de abolição violenta do estado democrático, deterioração de patrimônio tombado e dano qualificado contra o patrimônio da União.

Os ministros da Primeira Turma do STF vão decidir se há elementos suficientes para receber a denúncia – o que se chama no jargão jurídico de “justa causa da ação penal”.

O recebimento da denúncia deflagra um processo criminal. A Primeira Turma já recebeu as denúncias contra o “núcleo crucial” e o “núcleo de gerência” do golpe.

Desta vez, o procurador-geral da República Paulo Gonet não participou do julgamento. A subprocuradora da República Cláudia Sampaio Marques representou a PGR. Ela listou cinco episódios que, na avaliação da Procuradoria-Geral da República, comprovam a participação dos acusados no plano golpista.

A procuradora citou, por exemplo, o uso da estrutura da Abin como uma central de contrainteligência para gerar notícias falsas, promover ataques a instituições e monitorar autoridades.

Cláudia destacou também ameaças e ataques aos comandantes do Exército,general Marco Antonio Freire Gomes, e da Aeronáutica, tenente-brigadeiro Carlos de Almeida Baptista Junior, por rejeitarem o golpe.

A procuradora mencionou ainda a preparação de materiais falsos sobre as urnas para divulgação pelo influenciador argentino Fernando Cerimedo e para subsidiar a ação do Partido Liberal junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O PL pediu a anulação do resultado das eleições de 2022 alegando mau funcionamento de parte das urnas.

Por fim, a subprocuradora citou a tentativa de manipulação do conteúdo do relatório feito pelo Ministério da Defesa que atestou a integridade das urnas.

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Assuntos ataques do 8/1, golpe de Estado, PGR, trama golpista
Cleber Oliveira 6 de maio de 2025
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