
Por Jullie Pereira, da Redação
MANAUS – O pré-candidato à prefeitura de Manaus David Almeida (Avante), respondeu os ataques feitos pelo ex-governador Amazonino Mendes (Podemos), na tarde dessa quarta-feira, 16. Almeida disse que Amazonino terá que trabalhar para vencer a disputa, “coisa que ele não gosta de fazer”.
Na convenção do Podemos, que anunciou a candidatura de Amazonino, o candidato afirmou que Almeida não tem “experiência” e que “não sabe de nada”. Sem citar nomes, fez referência ao opositor ao lembrar de sua gestão interina como governador em 2017. Os dois são os primeiros nomes nas pesquisas eleitorais.
Ao ATUAL, Almeida disse que fez mais do que Amazonino em seus mandatos anteriores e que a população não está satisfeita com nomes já conhecidos da política amazonense. “Ele falou com o cotovelo. Em quatro meses, fiz mais que ele em mandatos inteiros. Minha eficiência está incomodando Amazonino. Para vencer, ele vai precisar trabalhar, coisa que ele não gosta de fazer. O povo cansou dos caciques”, disse.
Se defendendo das acusações de não ter experiência, Almeida afirmou que tem sim capacidade para ser prefeito. “Tenho experiência, capacidade, e preparo necessário, para resolver os problemas de Manaus, criados pelos caciques. Tenho experiência, capacidade, e preparo necessário, para resolver os problemas de Manaus, criados pelos caciques. Vou chegar e resolver” disse.
Apesar das respostas atravessadas entre os candidatos, ambos declararam que devem manter um tom ameno durante o período eleitoral, e que devem evitar ataques pessoais e familiares. Na convenção do Podemos, Amazonino pediu que os candidatos tenham esse sentimento.
Sobre os ataques feitos na convenção, Almeida também frisou que respeita Amazonino, mas que o opositor deveria desistir da vida política. “Tenho respeito por ele, porém, o tempo dele passou. Já deu sua contribuição. O povo de Manaus vai pôr Amazonino no lugar que merece: na história”, disse.
Almeida foi governador por cinco meses, de maio a setembro de 2017. Ele assumiu a cadeira quando estava na linha sucessória como presidente da ALE (Assembleia Legislativa), após a cassação do ex-governador José Melo.
