
Da Redação
MANAUS – O atendimento médico pela telemedicina se firma como opção eficaz à saúde pública no interior do Amazonas. A teleassistência envolve teleconsultas médicas e realização de exames em pacientes localizados nas zonas remotas do Estado.
Em 2019, o serviço oferecido pela Ufam (Universidade Federal do Amazonas) registrou 170 teleconsultas envolvendo os municípios de Humaitá, Parintins, Itacoatiara, Benjamin Constant e Coari, localidades em que a Universidade tem unidades acadêmicas. As especialidades oferecidas são cardiologia, pneumologia, reumatologia, neuropediatria, neurocirurgia, estomaterapia e nefrologia.
De acordo com a gestora da GMTS, Adriany Araújo, as teleconsultas expandem o atendimento e evitam o deslocamento de pacientes dos municípios do interior para Manaus. “A Telessaúde é importante para otimizar a Atenção Primária à Saúde no interior, mitigando a demanda dos pacientes para a área central. No caso de Manaus, reduz as filas de espera e o tempo para atendimento, evitando o deslocamento desnecessário do paciente. Com isso, não há prejuízos para a família e o trabalho, além do impacto econômico arrolado para tal atividade”, disse.
A consulta virtual permite também formar profissionais de saúde. Em 2019, foram ministrados cursos como ‘Eletrocardiograma aplicado à clínica médica’, ‘Manejo nos cuidados com pacientes com estomia intestinal e urinária’, ‘Oficina de Eletrocardiograma para enfermeiros’, ‘Treinamento em Oncoginecologia’, entre outros.
“Em geral é oneroso para qualquer profissional se manter atualizado. Os profissionais da saúde que atuam nas unidades do interior do Amazonas encontram uma dificuldade a mais neste processo. A teleducação oferece atualização científica sem que os profissionais precisem sair dos municípios que atuam”, diz o vice-coordenador da GMTS, médico Pedro Elias.
Os próximos passos incluem a inserção dos alunos dos cursos da área de Ciências da Saúde na Telessaúde, além de integrar a Residência Médica ao Programa. “A inserção de alunos de Medicina que, obrigatoriamente, passam pelo internato rural e dos residentes na Telessaúde é estratégica. Os discentes terão experiências com o processo de mediação tecnológica e poderão desenvolver pesquisas na área da Teleassistência. Essa é uma das formas da Universidade, por meio de serviços especializados, retornar à população o investimento feito”, disse Elias.
