
Do ATUAL
MANAUS – O técnico de enfermagem Ruan Silveira Ferreira, de 31 anos, informou à mãe, por volta das 5h da manhã de sábado (11), que estava na Praia da Lua, em Manaus, e que iria retornar para casa. Cerca de uma hora depois, a família recebeu a informação de que ele havia morrido afogado no local. O técnico de enfermagem desapareceu após entrar na água durante um passeio em grupo em uma lancha.
O relato consta no registro feito pelo tio da vítima, Paulo Cézar, na Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros, ao qual o ATUAL teve acesso. Segundo a informação registrada, Ruan havia saído de casa na noite anterior para participar de uma festa, na casa noturna “All Night”, com amigos.
No início da manhã de sábado, Ruan entrou em contato com a mãe informando que estava no balneário com uma pessoa identificada como Kamile e que estava indo para casa.
“Por volta das 5h, a vítima ligou para a mãe informando que estava na Praia da Lua com Kamile e que estava indo para casa. Porém, uma hora depois, os familiares receberam uma ligação, de uma pessoa que não souberam identificar, informando que a vítima havia morrido afogada.”, informa o trecho do registro.
A Polícia Civil do Amazonas informou ao ATUAL, no início da tarde desta segunda-feira (13), por meio de uma nova nota, que as oitivas das pessoas envolvidas no caso da morte do técnico de enfermagem Ruan Silveira Ferreira, de 31 anos, estão em andamento, assim como as demais diligências necessárias para o esclarecimento dos fatos.
Segundo a corporação, o caso está sendo apurado desde as primeiras horas pela Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros, “que adotou todas as medidas e procedimentos cabíveis.”
Inicialmente, na manhã desta segunda-feira, a Polícia Civil havia informado apenas que a investigação estava em andamento e que não poderia repassar mais detalhes “para não comprometer o trabalho policial”.
O caso ganhou repercussão após relatos sobre a presença de outras pessoas na embarcação no momento do desaparecimento. O primo da vítima, Renan Rodrigues, afirmou ao ATUAL que 11 pessoas que estavam na lancha teriam presenciado o momento em que Ruan se afogou e não teriam prestado socorro.
A família cobra esclarecimentos sobre as circunstâncias da morte e a atuação das pessoas que acompanhavam o técnico de enfermagem.
