
Da Redação
MANAUS – A taxa de desemprego no primeiro trimestre de 2021 do Amazonas, de 17,5%, é a sexta maior do país. Os maiores percentuais foram registrados na Bahia (21,3%), Pernambuco (21,3%) e Sergipe (20,9%), e os menores em Santa Catarina (6,2%), Rio Grande do Sul (9,2%) e Paraná (9,3%).
Os números constam na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), divulgada nesta quinta-feira.
No primeiro trimestre do ano, a taxa média de desemprego registrada no Brasil foi de 14,7%. A taxa do Amazonas é 2,8 pontos percentuais mais alta que a média nacional.
A taxa de desemprego de 17,5% do estado, de janeiro a março de 2021, subiu 2,0 pontos percentuais em relação ao trimestre de outubro a dezembro de 2020 (15,5%), e cresceu 3,0 pontos percentuais em relação ao mesmo período do ano anterior (14,5%).
O nível de ocupação, de 49,4%, é 1,7 pontos percentuais inferior ao nível registrado no trimestre anterior, e 4,2 pontos percentuais menor que o registrado no primeiro trimestre de 2020. O percentual mostra que menos da metade da população de 14 anos ou mais do Estado possui emprego.
De janeiro a março, a população desocupada no Amazonas, estimada em 330 mil pessoas, aumentou em 53 mil (19,0% em relação ao mesmo período do ano anterior). Com relação ao trimestre anterior, houve crescimento de 36 mil pessoas, ou seja, variação de 12,2%.
A população empregada no Amazonas, estimada em 1 milhão e 556 mil pessoas, variou em -80 mil pessoas, (-4,9% em relação ao mesmo período do ano anterior). Apesar disso, não houve mudança estatisticamente significativa em relação ao trimestre anterior.
A população desalentada (169 mil pessoas), ou seja, a parcela que desistiu de procurar emprego, cresceu tanto em relação ao trimestre anterior (15,1%), quanto em relação ao primeiro trimestre de 2020 (62 mil pessoas a mais, ou 58,7% de crescimento).
A analista da pesquisa, Adriana Beringuy explica que esse aumento da população desocupada é um efeito sazonal esperado. “As taxas de desocupação costumam aumentar no início de cada ano, tendo em vista o processo de dispensa de pessoas que foram contratadas no fim do ano anterior. Com a dispensa nos primeiros meses do ano, elas tendem a voltar a pressionar o mercado de trabalho”, diz.
Setores público e privado

De acordo com a pesquisa, a queda no número de pessoas ocupadas nos setores público e privado colaboraram para o crescimento de desempregados do Estado.
Nos três primeiros meses do ano, de 1,556 milhão de pessoas ocupadas, 494 mil (31,7%) estavam empregadas no setor privado (56 mil a menos ocupadas nesta categoria, em relação ao mesmo período do ano anterior). Em comparação com o trimestre de outubro a dezembro de 2020, foram registradas 32 mil pessoas a menos ocupadas no setor.
Das pessoas ocupadas no setor privado, 324 mil (65,6%) trabalhavam com carteira assinada e 170 mil (34,4%) sem carteira assinada. Quanto ao trabalhador doméstico, a grande maioria trabalhava sem carteira: 61 das 68 mil pessoas ocupadas na função, 89% do total.
No Amazonas, de janeiro a março, 237 mil pessoas estavam ocupadas no setor público, ou seja, 15,2% das pessoas empregadas no estado. No primeiro trimestre de 2021, em comparação com o trimestre anterior, o setor público (sem carteira assinada) contabilizou 18 mil pessoas a menos ocupadas, no Estado.
No estado, 551 mil pessoas (35,4% do total de pessoas ocupadas) trabalhavam por conta própria. Dessas pessoas, 515 mil não possuíam CNPJ, ou seja, 93,5% estavam na informalidade (15 mil pessoas a menos do que no 1º trimestre de 2020).
