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Dia a Dia

STF tem maioria contra decreto de Bolsonaro para exploração de cavernas

6 de novembro de 2023 Dia a Dia
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Caverna em Presidente Figueiredo: cuidados na visitação (Foto: Clóvis Miranda/Amazonastur)
Atrações turísticas, cavernas poderiam ser exploradas por mineração caso decreto de Bolsonaro fosse mantido (Foto: Clóvis Miranda/Amazonastur)
Por Lavínia Kaucz, do Estadão Conteúdo

BRASÍLIA – O STF (Supremo Tribunal Federal) formou maioria para manter a suspensão de um decreto do ex-presidente Jair Bolsonaro que facilitava a exploração de cavernas, grutas, lapas e abismos.

O julgamento foi retomado com o voto do ministro Kássio Nunes Marques, que havia pedido vista e agora votou contra o decreto. Em seguida, a análise foi novamente suspensa por pedido de vista do ministro André Mendonça.

Na ação, os ministros vão decidir se confirmam ou rejeitam uma liminar concedida em janeiro de 2022 pelo então ministro Ricardo Lewandowski, que suspendeu os efeitos do decreto de Bolsonaro. A decisão foi tomada dias após a medida de Bolsonaro e atendeu a pedido da Rede Sustentabilidade.

Além de Lewandowski e Nunes Marques, os ministros Dias Toffoli, Cármen Lúcia, Edson Fachin e Rosa Weber votaram para suspender as normas. O mérito (sobre a constitucionalidade do decreto) ainda deve ser pautado na Corte.

A medida de Bolsonaro facilitava o licenciamento de obras nas cavidades subterrâneas e favorecia empreendimentos de mineração. O decreto permitia intervenções com “impactos negativos irreversíveis”, inclusive em cavidades de máxima relevância, caso os empreendimentos fossem considerados “de utilidade pública”.

O texto ainda abria espaço para os ministérios de Minas e Energia e de Infraestrutura modificarem atributos ambientais da classificação do grau de relevância das cavernas e definirem formas de compensação à exploração.

Ao acolher o pedido de liminar, Lewandowski considerou “risco de danos irreversíveis às cavidades naturais subterrâneas e suas áreas de influência”. “A exploração das cavidades naturais subterrâneas, convém sublinhar, também pode provocar a destruição da fauna e da flora das cavernas e, consequentemente, ameaçar espécies em extinção e aumentar o risco à saúde humana com o potencial surgimento de novas epidemias ou até pandemias”, afirmou em seu voto.

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Assuntos cavernas, Jair Bolsonaro, mineração
Cleber Oliveira 6 de novembro de 2023
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1 Comment
  • Paulo Gilberto Goncalves disse:
    7 de novembro de 2023 às 20:15

    Que bom ainda termos uma democracia com um poder judiciário independente capaz de impedir insanidades como a que se pretendia.

    Responder

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