O Amazonas Atual utiliza cookies e tecnologias semelhantes, como explicado em nossa Política de Privacidade, para recomendar conteúdo e publicidade. Ao navegar por nosso conteúdo, o usuário aceita tais condições.
Confirmo
AMAZONAS ATUAL
Aa
  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
    • Augusto Barreto Rocha
    • Cleber Oliveira
    • Fatima Guedes
    • José Ricardo
    • Márcia Oliveira
    • Sandoval Alves Rocha
    • Sérgio Augusto Costa
    • Tiago Paiva
    • Valmir Lima
  • Quem Somos
Aa
AMAZONAS ATUAL
  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
  • Quem Somos
Pesquisar
  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
    • Augusto Barreto Rocha
    • Cleber Oliveira
    • Fatima Guedes
    • José Ricardo
    • Márcia Oliveira
    • Sandoval Alves Rocha
    • Sérgio Augusto Costa
    • Tiago Paiva
    • Valmir Lima
  • Quem Somos
Siga-nos
  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
  • Quem Somos
© 2022 Amazonas Atual
Sem categoria

Sobra água, falta diálogo

24 de junho de 2015 Sem categoria
Compartilhar

Enquanto as águas do Rio Negro avançam sobre a cidade de Manaus e seus igarapés, atingindo as famílias mais vulneráveis e desassistidas, outras mazelas igualmente representativas do nosso atraso coletivo pousam asas sobre nós. E essas mazelas não podem ser atribuídas à natureza, mas à natureza dos homens.

O Secretário de saúde, que se demite diante de cortes inaceitáveis na sua pasta; os gastos exacerbados com propaganda da Prefeitura em resposta à falta de merenda para as crianças do ensino fundamental; e a reação do Ministério Público Estadual, que encara como ataques os questionamentos sobre os ganhos de seus membros, são o triste retrato da nossa incapacidade para o debate público franco em torno de problemas ou a busca efetiva por soluções democráticas e eficazes.

O que há em comum em casos tão distintos é a pessoalidade com que nossos homens públicos – eleitos ou não – tratam assuntos de interesse coletivo. Ora, o que justifica os gastos em propaganda institucional no horário nobre, se há crianças estudando com fome, privadas daquela que seria, talvez a única refeição do dia? Que mal pode haver na divulgação dos ganhos dos funcionários públicos? E por fim, diante da crise, por que cortar primeiro os gastos com saúde e educação?

Se a transparência é um dos pressupostos da democracia – como vem decidindo o Supremo Tribunal Federal, que seja total e irrestrita, mas que possamos ir além, obtendo dos gestores não apenas dados ou números, mas também explicações e participação sobre o que é melhor para a cidade, o Estado e a sociedade, enfim.

Percebe-se que há muita energia e oportunidades desperdiçadas quando as autoridades públicas se deixam levar pela vaidade e pessoalidade no exercício de suas funções. Permitem o aumento de injustiças e da desigualdade social, alimentando uma falsa democracia, na qual o povo só é chamado a opinar no momento de votar.

A respeito da liberdade de escolha, o indiano Amartya Sen, ganhador do prêmio Nobel de economia, nos ensina, na obra A ideia de justiça (2011), que não existe democracia quando o único direito do cidadão é o voto. As crianças sem merenda não possuem escolha, os doentes nas filas dos hospitais públicos não possuem escolha, as famílias cujas casas são invadidas pelas águas não possuem escolha. Vivemos de fato uma democracia?

Nossa democracia precisa ir além do voto, precisa oferecer ao povo o direito à voz, o direito à participação e escolhas verdadeiras diante dos problemas sociais. A política e a administração pública se afastam de sua missão na medida em que abandonam seu principal objetivo: servir ao cidadão.

Como sempre, o Rio Negro continuará subindo e haverá pessoas sofrendo. Como sempre, a administração continuará improvisando e as ações serão pontuais e paliativas.  Como sempre, haverá eleições e as mesmas pessoas, que há cinquenta anos prometem melhorar nossas vida, irão pedir uma nova chance. Temos escolha?

Notícias relacionadas

Manaus: Livro discute impacto das tecnologias no Direito brasileiro

TSE mantém condenação do ex-deputado Hildebrando Pascoal por crimes eleitorais em 1998

Máscaras da folia

Brasil registrou 84 mil desaparecidos em 2025; média de 232 por dia

Deputado propõe retirada e poio a famílias sob risco de desastre natural

Assuntos enchente
Valmir Lima 24 de junho de 2015
Compartilhe
Facebook Twitter Pinterest Whatsapp Whatsapp LinkedIn Telegram Email Copy Link Print
Deixe um comentário

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Leia também

Dia a Dia

Deputado propõe retirada e poio a famílias sob risco de desastre natural

12 de janeiro de 2026
Dia a Dia

Sul do Brasil está sujeito a eventos extremos com maior frequência

28 de novembro de 2025
Dia a Dia

Cheia no AM afeta 533 mil pessoas e 40 cidades entram em emergência

6 de julho de 2025
Serviço de manutenção em transformador durante a cheia em Manaus (Foto: Amazonas Energia/Divulgação)
Dia a Dia

Rio Negro atinge cota de inundação severa na orla de Manaus

30 de junho de 2025

@ Amazonas Atual

  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
  • Quem Somos

Welcome Back!

Sign in to your account

Lost your password?