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Expressão

Só quem perdeu alguém entende a gravidade da Covid-19

6 de março de 2021 Expressão
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Sepultamento em Manaus
A Covid-19 não deixa aos familiares das vítimas nem a possibilidade de um velório tradicional (Foto: Altemar Alcantara/Semcom)

MANAUS – Para quem apenas assiste pela televisão, ouve no rádio ou lê nos sites de notícias, 262.948 mortos pela Covid-19 são apenas números. Só quem perdeu alguém da família ou uma pessoa próxima entende a gravidade da doença.

As pessoas costumam entender melhor o perigo do vírus quando se deparam com situações como a de Manaus, em janeiro deste ano. Diante do colapso no sistema de saúde e do número assustador de mortes, aqueles que bradavam contra as medidas de distanciamento social se calaram.

A onda que atingiu Manaus e parte dos municípios do Amazonas, agora se espalha pelo País e exige medidas semelhantes às adotadas por aqui, em janeiro e fevereiro. Como ocorreu no Amazonas, outros Estados registram protestos contra o fechamento do comércio e de serviços considerados não essenciais.

Autoridades de saúde e cientistas já alertaram para a velocidade com que a nova variante do vírus se espalha. Atingindo mais gente, aumenta o número de casos graves e pressiona o sistema de saúde. Na falta de leitos, aumenta o número de mortes.

Em todo o país, governadores e prefeitos precisam adorar medidas para tentar frear a contaminação. Nem a vacina consegue conter o vírus, apesar de prometer que nas pessoas imunizadas a doença não deve evoluir para um quadro grave. A saída é evitar o contato com outras pessoas.

Neste sentido é que se aplicam as medidas de distanciamento. Ficar em casa é a melhor medida. Mas quem não pode ficar em casa, porque tem que trabalhar, precisa entender que a adoção de medidas de higiene é fundamental: lavar as mãos, usar álcool em gel, máscara e evitar tocar objetos tocados por outras pessoas.

Ninguém precisa se arriscar e adentrar em um comércio lotado. É dever de qualquer cidadão, isso sim, denunciar o estabelecimento que permite aglomeração.

No Amazonas, principalmente em Manaus, onde a segunda onda da Covid-19 matou como nunca matou, boa parte das infecções ocorreu pelas aglomerações de fim de ano, das festas clandestinas e da teimosia daqueles que insistem em negar aquilo que a ciência já comprovou.

Não há necessidade de o vírus chegar na sua família para você seguir as recomendações.

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Assuntos Covid-19, Covid-19 em Manaus, mortes por covid-19, pandemia de coronavírus, variante do novo coronavírus
Valmir Lima 6 de março de 2021
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