
Do ATUAL
MANAUS – O presidente do Sinpol-AM (Sindicato dos Funcionários da Polícia Civil do Amazonas), Jaime Lopes, lamentou a morte do investigador aposentado Raimundo Nonato Monteiro Machado, 63 anos, nesta segunda-feira (4), vítima de um acidente de carro na zona oeste de Manaus.
Jaime Lopes criticou a repercussão por veículos de imprensa que vincularam o acidente ao caso judicial em que o policial figurava como réu. Raimundo era acusado, junto com a esposa, Jussana de Oliveira Machado, de agressão contra uma babá e um advogado.
Segundo o presidente do Sinpol, Raimundo Nonato voltava para casa após ministrar aula de jiu-jitsu, atividade à qual se dedicava há anos, inclusive como instrutor de autoridades. “Ele não estava em noitada, não estava alcoolizado. Foi uma fatalidade. É injusto que o foco da cobertura esteja em algo pretérito que não tem relação direta com a morte dele”, disse.
Raimundo Nonato morreu após colidir com um poste, capotar o carro e cair em um barranco às margens da via. Ele estava sozinho no veículo. “Possivelmente, ele não usava cinto de segurança. Vi marcas de sangue no interior do carro. Foi um impacto muito forte”, disse Jaime, que esteve no local do acidente.
Jaime Lopes afirmou que a ênfase dada ao processo criminal envolvendo Raimundo Nonato desrespeita a ética jornalística. “A vida dele não pode ser reduzida a um único episódio. Ele tem uma história de contribuição à polícia e ao esporte”, ressaltou.
Jaime Lopes reforçou que esse episódio, embora grave, não pode definir o legado do investigador. “Estamos de luto pela perda de um colega, amigo e instrutor respeitado. Não é hora de julgamentos, mas de respeito à memória dele e à dor da família”, finalizou.
