
Por Teófilo Benarrós de Mesquita, do ATUAL
MANAUS – O Sindicombustiveis-AM (Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis, Derivados de Petróleo, Álcool, Lubrificantes, Gás Natural Veicular do Amazonas) afirmou que não interfere nos preços dos combustíveis praticados no estado. “O mercado é livre”, afirma o sindicato em nota.
Na segunda-feira (11), o ATUAL questionou o sindicato sobre porquê os postos de combustíveis não repassam as reduções de preços aplicadas pela Ream (Refinaria da Amazônia). Com a privatização da refinaria, em 1º de dezembro de 2022, a política de preços na venda direta para os proprietários de postos de gasolina deixou de seguir os valores praticados pela Petrobras.
De dezembro de 2022 a dezembro deste ano, entre ajustes de aumento e redução de preços anunciados semanalmente pela Ream, o acumulado foi de baixa, de menos 2,22%. No período, os postos de combustíveis aumentaram o preço da gasolina comum em 41,6%.
Em 1º de dezembro do ano passado a maioria dos postos de combustível vendia o litro da gasolina, opção mais usada pelos amazonenses, a R$ 4,59. Atualmente, o valor médio cobrado pela quase totalidade dos postos é R$ 6,49.
De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a inflação medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) acumulada nos últimos 12 meses é de 4,82%.
“O Sindicato não interfere nos preços dos combustíveis e na administração dos postos, por esse motivo não conseguimos informar o valor do reajuste que será repassado ao consumidor final” diz o Sindicombustível, em nota enviada na manhã desta terça-feira (12), após publicação da materia sobre a não redução de preços ao consumidor.
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“Ressaltamos que o mercado é livre e competitivo em todos os segmentos, cabendo a cada distribuidora e posto decidir qual será seu preço final, de acordo com suas estruturas de custo”, reforça a nota do sindicato.
Para justificar a diferença de índices inflacionários, aplicados pela Ream, e praticados pelos postos de combustíveis, o sindicato diz que o preço varia em função de diversos fatores.
“O preço final ao consumidor varia em função de múltiplos fatores como: carga tributária (municipal, estadual, federal), concorrência com outros postos na mesma região e a estrutura de custos de cada posto (encargos trabalhistas, frete, volume movimentado, margem de lucro etc.)”, afirma o Sindicombustível na nota enviada ao ATUAL.
