Setor que decide prioridades na saúde no Amazonas tem 16 médicos, o ideal é 24

Carlos Almeida Filho considerou precário setor de decide sobre prioridades de procedimentos médicos (Foto: Vitor Souza/Susam)
Carlos Almeida Filho considerou precário setor de decide sobre prioridades de procedimentos médicos (Foto: Vitor Souza/Susam)

Da Redação

MANAUS – Responsável por 513 mil solicitações de atendimento na rede estadual de saúde por mês, o Complexo Regulador do Amazonas necessita de reforço em sua equipe de médicos reguladores e melhorias estruturais na área de Tecnologia de Informação. São apenas 16 médicos reguladores, enquanto a necessidade atual é de 24 profissionais, constatou o novo secretário de Saúde Carlos Almeida Filho, que é também vice-governador do Estado.

É do médico regulador a função de definir, com base em análises clínicas estabelecidas em protocolo, o grau de prioridade de atendimento de cada solicitação de procedimento (consulta, exame, cirurgia) inserida no Sistema de Regulação (Sisreg).

“O Complexo Regulador é essencial para o funcionamento da saúde pública, porque passa por aqui toda a organização e gerenciamento da rede estadual na oferta de consultas e de outros procedimentos mais complexos demandados pela população”, disse o secretário.

Carlos Almeida também identificou a necessidade de garantir que unidades de saúde da capital e do interior se adequem aos procedimentos de informação utilizados no complexo, para que ocorra a adoção exclusiva do sistema de regulação para as solicitações de atendimentos, o que ainda não é seguido por todas as unidades, informou o secretário. “É necessária a organização e normatização de todas as unidades, não só de Manaus, para a obediência estrita da regulação, para que não se permita filas paralelas que continuam acontecendo, e que causam prejuízo ao atendimento”, disse.

Absenteísmo

Carlos Almeida considerou a necessidade de combater o absenteísmo de pacientes (não comparecimento no dia do procedimento marcado), que chegou a um índice de 40% em 2018. Ou seja, a cada dez solicitações com procedimentos agendados, quatro não são realizados pela ausência do paciente. “É necessário um controle e comunicação muito forte com os usuários para evitar o chamado absenteísmo. De acordo com o informado aqui pela regulação, chega a 40%. Traduzindo: em torno de 40% dos agendamentos feitos não são realizados por conta do não comparecimento dos pacientes”, disse o secretário.

Almeida Filho visitou o Complexo o Tratamento Fora de Domicílio (TFD), programa custeado com recursos do Estado que possibilita que pacientes realizem tratamento em outras unidades da federação, para os casos em que não é possível fazê-lo no Amazonas. Para o secretário, com a oferta de serviços e de profissionais ampliada, e com o Complexo Regulador operando com sua estrutura adequada, será possível oferecer uma assistência em saúde melhor à população. “Esse é o objetivo da nossa gestão desde o primeiro dia do governo. Atender melhor cada cidadão do Amazonas”, disse Carlos Almeida.

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